Recente pesquisa divulgada pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) elevou os potenciais investimentos da indústria química e petroquímica brasileira, até 2020, para US$ 167 bilhões. As projeções constam do estudo “Pacto Nacional da Indústria Química”, entregue pela Abiquim, ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, no último dia 18 deste mês. Segundo o estudo, esse dado positivo se deve a vários fatores como o crescimento econômico do país, a expansão da indústria de base renovável e o aproveitamento das oportunidades a serem criadas pelo pré-sal, bem como a reversão do déficit na balança comercial de produtos químicos.
O presidente-executivo da Abiquim, Nelson Reis, explica que houve uma atualização dos dados apresentados agora, em relação às estimativas apresentadas em dezembro, no Encontro Anual da Indústria Química, quando estimava-se investimentos na ordem de US$ 130 bilhões. Vale destacar que o estudo tem como base projeções para um crescimento médio do PIB nesta década de 3%, 4% e 5% ao ano. “Tomando por base a taxa de 4% ao ano, a estimativa é de que, apenas para acompanhar o aumento da demanda interna por produtos químicos, sem qualquer reversão no déficit da balança comercial, serão necessários investimentos de US$ 87 bilhões para o aumento da produção” – disse Reis em entrevista ao Nicomex Notícias.
Ainda segundo o executivo, os outros US$ 20 bilhões apresentados na estimativa do estudo seriam aplicados no desenvolvimento de uma indústria de base renovável, o que poderia fazer do Brasil o líder mundial em “química verde”. Ele acrescentou também que estão previstos ainda investimentos de US$ 15 bilhões para a agregação de valor e conteúdo industrial às matérias-primas extraídas do pré-sal. Segundo os dados do IBGE, a indústria química é o terceiro setor em importância na formação do PIB Industrial do País, com uma participação de 10,3%. Em 2009, o faturamento do setor alcançou US$ 103,3 bilhões.
Pré-sal estimula investimentos em refinarias
Com os recorrentes anúncios de novas descobertas de petróleo na camada pré-sal, tem se falado muito no mercado da necessidade de maiores investimentos no setor petroquímico, especificamente, na abertura de novas refinarias para processar nossa produção que só tende a crescer. Em relação a essa questão, o executivo da Abiquim acredita que o setor petroquímico nacional está preparado para atender a essa demanda. “A petroquímica é, por excelência, a atividade que mais poderá agregar valor às matérias-primas extraídas do pré-sal, uma intenção, aliás, já anunciada pelo governo federal. Obviamente, haverá excedentes a serem exportados e para outros usos, como o energético, a depender do volume de produção do pré-sal” – finaliza Reis.
Por Beatriz Silva
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ABIQUIM: US$ 167 BI PARA A INDÚSTRIA QUÍMICA
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