RETOMADA DA INDÚSTRIA NAVAL AUMENTA OFERTA DE EMPREGOS

A retomada da indústria naval no Brasil segue em ritmo acelerado. Apesar do Rio de Janeiro continuar sendo o grande polo naval do país, o setor vem se expandindo para regiões como o Nordeste e Sul. Prova disso é que o primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da Transpetro, foi lançado no Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco e a OSX luta para obter uma licença ambiental para instalar em Biguaçu, Santa Catarina, um estaleiro em parceria com a sul-coreana Hyundai Heavy Industries.

Esse desenvolvimento substancial da indústria naval brasileira ganha força apoiado nas perspectivas positivas do setor petrolífero. Com a área offshore crescendo, aumenta a demanda de embarcações de apoio e petroleiros, junto com a necessidade de mão de obra para atender às encomendas. É nesse cenário que se encaixa a relevância do curso técnico de Construção Naval, que forma profissionais completos em um período de tempo mais curto, perfeito para a urgência do setor. “As áreas abordadas vão de encontro as necessidade de um estaleiro que trabalham com embarcações de metal, principalmente o aço, atendendo principalmente a produção e acompanhamento de projetos”, explica o coordenador do curso de Construção Naval do Senai Itajaí (SC), Donald Falconer, ao Nicomex Notícias.

O curso técnico em Itajaí tem duração de dois anos e destina-se a pessoas que já atuam na área, ou a estudantes com Ensino Médio completo ou que estejam cursando, no mínimo, o 2° ano. A formação aborda disciplinas como desenho técnico, matemática e física aplicada e processo de soldagem, nos primeiros semestres, até desenho de tubulação, gestão de pessoas e motores diesel, nos períodos finais. Com esses conhecimentos, o profissional está pronto para atuar em estaleiros, oficinas de construção e reparação naval, empresas de vendas de produtos navais e na Marinha Mercante. “O curso é estruturado a partir de um comitê técnico setorial formado por empresários da área e profissionais da educação visando atender as necessidades do mercado”, ressalta Donald.

A rotina de um técnico em Construção Naval engloba atividades como desenho de estruturas e peças para embarcações, avaliando e orientando o uso dos materiais para a construção naval. Além disso, o profissional participa da supervisão, instalação e manutenção de equipamentos, sistemas e máquinas marítimas, assim como possui a tarefa de realizar inspeções, ensaios, testes e reparos em embarcações e seus componentes. Através do curso, com um foco totalmente voltado para o mercado, o aluno está preparado para exercer funções como soldador, montador, mecânico, e eletricista com formação técnica na área naval, por exemplo, e receber uma remuneração média de R$ 1,2 mil.

Promessa de geração de empregos

Nesta quinta-feira, dia 24, será lançado ao mar o primeiro navio do Promef construído no Rio de Janeiro, no Estaleiro Mauá, em Niterói. Este será o segundo de 49 encomendados pela Transpetro – o primeiro foi lançado no Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco – em um projeto que vai gerar, no total, cerca de 200 mil empregos, entre diretos e indiretos. Essa realidade confere ao setor naval uma boa expectativa, oportunidades e a certeza da necessidade de mão de obra, como conclui o coordenador do Senai Itajaí: “O mercado de construção naval está bem aquecido, principalmente em função dos contratos da Petrobras para renovação e adequação de sua frota”.

Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br

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