Artigo especial sobre Xisto

Xisto betuminoso é uma rocha sedimentar com óleo na sua constituição. Quando essa rocha é aquecida, o óleo (betume) se separa e adquire características semelhantes às do Petróleo. A República Popular da China se destaca como sendo o pais que mais produz xisto.

É um minério (portanto fonte de energia não renovável) impregnado com 5 a 10% de material oleoso semelhante ao petróleo. O minério é extraído, fragmentado e aquecido para liberar o óleo, que a seguir é refinado como petróleo.

É um processo de rendimento baixo e muito poluente, no estágio atual da tecnologia. No entanto, calcula-se que a quantidade total de óleo que pode ser produzida a partir do xisto é quatro vezes maior que todas as reservas de petróleo.

Os Estados Unidos possuem a maior reserva de xisto betuminoso, seguidos pelo Brasil. O xisto betuminoso possui atributos de carvão e de petróleo e é uma variedade carbonífera mais nova que a hulha. Por destilação fracionada, a seco, produz gasolina, gás combustível, enxofre, etc. Entretanto, trata-se de um processo poluente e economicamente desvantajoso.

O xisto é uma camada de rocha sedimentar, originada sob temperaturas e pressões elevadas, contendo matéria orgânica, disseminada em seu meio mineral. Existem dois tipos de xisto, o xisto betuminoso e o pirobetuminoso, cujas diferenças são as seguintes:

• no xisto betuminoso, a matéria orgânica (betume) disseminada em seu meio é quase fluida, sendo facilmente extraída;

• no xisto pirobetuminoso, a matéria orgânica (querogênio), que depois será transformada em betume, é sólida à temperatura ambiente.

O óleo de xisto refinado é idêntico ao petróleo de poço, sendo um combustível muito valorizado. Todavia, a exploração de xisto é cara, trabalhosa e de pouco retorno.

As rochas oleíferas, no Brasil, são comumente chamadas de xisto. Entretanto, de acordo com a correta nomenclatura geológica, trata-se de uma impropriedade. Geologicamente, xisto é uma das principais rochas metamórficas de origem sedimentar, de textura foliácea e de lâminas muito delgadas.

O termo mais exato para as rochas oleíferas seria "folhelhos", os quais conforme possam produzir óleo mediante o emprego de solventes ou por destilação destrutiva (pirólise) são classificados respectivamente, em "folhelhos betuminosos" ou "folhelhos pirobetuminosos".

Os folhelhos são rochas resultantes da decomposição de matérias minerais e orgânicas no fundo de grandes lagos ou mares interiores. Agentes químicos e microorganismos transformam, ao longo de milhões de anos, a matéria orgânica em um complexo orgânico de composição indefinida, denominado querogênio (gerador de cera), que, quando convenientemente aquecido, produz um óleo semelhante ao petróleo.

Um processo para pré-aquecimento de xisto betuminoso no qual o xisto betuminoso é parcialmente pré-aquecido a uma temperatura entre 200ºF e 400ºF (93ºC a 204ºC) em um primeiro conduto elevatório sucedido pelo pré-aquecimento final a uma, temperatura de entre 400ºF e 650ºF (204ºC e 343ºC) em um segundo conduto elevatório.

Os hidrocarbonetos liberados do xisto betuminoso em ambos o primeiro e segundo condutos elevatórios são incinerados em um incinerador / recuperador. De modo a assegurar adequada incineração e combustão dos hidrocarbonetos liberados no primeiro conduto elevatório a baixa temperatura, o gás de arraste ou primeira corrente de gás e um gás de baixo poder calorífico preferivelmente produzido a partir da gaseificação convencional de material carbonoso.

O gás da arraste de baixo poder calorífico juntamente com os hidrocarbonetos liberados é utilizado como um combustível no incinerador / recuperador e também pode ser utilizado para outras aplicações de combustão no processamento por pirólise de xisto betuminoso.

Na pirólise de xisto betuminoso realizada com bolas de cerâmica como corpos trocadores de calor, uma parte do gás de arraste de baixo poder calorifico é convenientemente utilizada como combustível para o aquecedor de bolas. O calor gerado no incinerador / recuperador, e utilizado para pré-aquecer vários gases de processo para de essa forma recuperar e regenerar o poder calorífico dos hidrocarbonetos liberados durante o pré-aquecimento.


Por Alexandre Guimarães, fonte: Nicomex

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