HidroClean debate poluição por óleo em águas profundas

A explosão e o afundamento da plataforma Deepwater Horizon, no dia 20 de abril de 2010, reabriu a discussão sobre os perigos e impactos da extração de petróleo. Nesse sentido, a HidroClean, empresa de proteção ambiental, promoveu hoje, no Rio, o "Seminário de poluição por óleo em ambientes marinhos de águas profundas". O evento teve o objetivo de trazer para o âmbito nacional questões ambientais e atuais que têm ocorrido no Golfo do México, de modo a discutir sobre como devemos nos preparar para um acidente nestas proporções e quais as lições que podemos retirar do acidente.

Para o enriquecimento das ideias e debates durante o seminário, o encontro contou com a participação de profissionais do meio acadêmico, da Marinha do Brasil, do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), do INEA (Instituto Estadual do Ambiente) e, dos especialistas ambientais da HidroClean, que recentemente estiveram no local do acidente.

Já há algum tempo, o Brasil investe em inovações na área de prevenção de riscos exploratórios, tentando prever as possíveis consequências de acidentes. Uma das formas de avaliar essas conseqüências é o monitoramento das correntes marítimas. Ao saber como o mar se movimenta, analistas e engenheiros têm, por exemplo, uma melhor noção da direção em que a mancha de óleo se deslocaria em caso de vazamento.

Durante o painel "Técnicas usadas no Golfo do México a serem discutidas no Brasil", Francisco Alves dos Santos, da Prooceano, empresa brasileira que atua na área de planejamento, monitoramento, soluções para emergências em operações offshore e licenciamento ambiental, tratou da utilização dos derivadores oceânicos, que são equipamentos desenvolvidos para seguir de forma passiva parcela de fluidos.

Maurício Fragoso, diretor da Prooceano, comentou sobre o projeto da empresa para monitoramento de áreas petrolíferas. O projeto intitulado como "Projeto MONDO (Monitoramento por Derivadores Oceânicos)", é uma iniciativa da ENI Oil do Brasil, com a participação da Prooceano que desde 2007 faz o monitoramento da área onde a empresa petrolífera mantém poços. O principal objetivo d projeto é gerar dados oceanográficos de qualidade e acesso irrestrito, úteis não somente às finalidades operacionais das empresas envolvidas, mas também à comunidade científica. Os derivadores podem ser acompanhados em tempo real através da página do projeto (prooceano.com.br/mondo), onde também é possível fazer o download dos dados brutos.

Também presente no seminário, Paulo Magioli, da Hidroclean, falou em linhas gerais dos impactos ambientais de acidentes com óleo e apontou o conhecimento do meio ambiente das áreas exploradas como fator crucial tanto para prevenção quanto para a recuperação de acidentes. E completou: "Fazer a diferença na hora da emergência? Isso não cabe".

Por Maria Fernanda Romero
Fonte: Redação

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