A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) lançou, na última semana, dois editais destinando R$ 130 milhões a projetos que contemplem soluções tecnológicas para os desafios que surgirem a partir das descobertas de reservas na camada do pré-sal a serem exploradas pela Petrobras. A definição das linhas de financiamento tomaram com base o diagnóstico do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) sobre os gargalos na cadeia de fornecedores do setor de petróleo e gás.
O primeiro edital prevê investimento de R$ 100 milhões no desenvolvimento de projetos realizados em sistema de cooperação entre empresas da cadeia do setor de Petróleo & Gás (P&G) e instituições científicas e tecnológicas (ICTs) que ofereçam soluções para os desafios tecnológicos gerados ou ampliados a partir das descobertas de reservas na camada do pré-sal. As empresas interessadas em participar do edital poderão oferecer contrapartida não financeira nos projetos indicados. Já a segunda chamada prevê investimentos de R$ 30 milhões e vai apoiar a criação, adequação e capacitação de laboratórios de Instituições de Ciência e Tecnologia, para atender às demandas dos fornecedores da cadeia de P&G. Os recursos são do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), de natureza não reembolsável.
Em entrevista ao Nicomex Notícias, Simone Paiva, Secretária Técnica de Petróleo & Gás da FINEP, as recentes descobertas de reservas na camada de pré-sal trazem a perspectiva de um maior desenvolvimento de tecnologias de ponta, consolidando a liderança do Brasil em exploração e produção de petróleo em águas profundas. “No que tange à cadeia de fornecedores do setor de petróleo e gás, é clara a necessidade de atualização tecnológica para atender às novas demandas de bens e serviços e para fazer frente aos competidores internacionais”, explicou a executiva do FINEP, ressaltando que os principais entraves nessa área são os problemas de qualidade dos materiais, falta de projetos estruturados de engenharia e não-utilização de ferramentas computacionais avançadas.
Simone Paiva ressalta ainda que é necessário ampliar a capacidade de inovação da indústria de P&G, que segundo ela, hoje em dia está muito concentrada na Petrobras. “Para que isso se torne realidade, é preciso estimular a integração entre os fornecedores dessa indústria e o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, num contexto de transparência de desafios e estratégias. Aproximar empresas e instituições de pesquisa científica e tecnológica (ICTs) é ainda um grande desafio e exige a quebra de paradigmas de ambos os lados”, disse. Simone afirma ainda que por parte das empresas é preciso eliminar a barreira de se investir em tecnologia e reconhecer as ICTs como parceiras importantes no processo de desenvolvimento necessário para transformar a pesquisa em inovação.
A Secretária Técnica de Petróleo & Gás da FINEP acredita que o principal gargalo no setor petrolífero brasileiro, atualmente, é sem dúvida a escassez de recursos humanos capacitados. “Os dois editais anunciados pela FINEP, prevêem a realização de atividades complementares de formação, aperfeiçoamento e/ou reciclagem de profissionais para atuação na cadeia desse setor. A qualificação, a experiência e a competência dos profissionais envolvidos são, geralmente, os fatores que mais contribuem para o sucesso de um projeto”, explicou Simone, afirmando ainda que outros gargalos significativos são a falta de uma engenharia nacional forte em nosso país e as restrições de capacidade produtiva, tecnológica e de gestão das empresas do setor petrolífero.
Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br
O primeiro edital prevê investimento de R$ 100 milhões no desenvolvimento de projetos realizados em sistema de cooperação entre empresas da cadeia do setor de Petróleo & Gás (P&G) e instituições científicas e tecnológicas (ICTs) que ofereçam soluções para os desafios tecnológicos gerados ou ampliados a partir das descobertas de reservas na camada do pré-sal. As empresas interessadas em participar do edital poderão oferecer contrapartida não financeira nos projetos indicados. Já a segunda chamada prevê investimentos de R$ 30 milhões e vai apoiar a criação, adequação e capacitação de laboratórios de Instituições de Ciência e Tecnologia, para atender às demandas dos fornecedores da cadeia de P&G. Os recursos são do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), de natureza não reembolsável.
Em entrevista ao Nicomex Notícias, Simone Paiva, Secretária Técnica de Petróleo & Gás da FINEP, as recentes descobertas de reservas na camada de pré-sal trazem a perspectiva de um maior desenvolvimento de tecnologias de ponta, consolidando a liderança do Brasil em exploração e produção de petróleo em águas profundas. “No que tange à cadeia de fornecedores do setor de petróleo e gás, é clara a necessidade de atualização tecnológica para atender às novas demandas de bens e serviços e para fazer frente aos competidores internacionais”, explicou a executiva do FINEP, ressaltando que os principais entraves nessa área são os problemas de qualidade dos materiais, falta de projetos estruturados de engenharia e não-utilização de ferramentas computacionais avançadas.
Simone Paiva ressalta ainda que é necessário ampliar a capacidade de inovação da indústria de P&G, que segundo ela, hoje em dia está muito concentrada na Petrobras. “Para que isso se torne realidade, é preciso estimular a integração entre os fornecedores dessa indústria e o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, num contexto de transparência de desafios e estratégias. Aproximar empresas e instituições de pesquisa científica e tecnológica (ICTs) é ainda um grande desafio e exige a quebra de paradigmas de ambos os lados”, disse. Simone afirma ainda que por parte das empresas é preciso eliminar a barreira de se investir em tecnologia e reconhecer as ICTs como parceiras importantes no processo de desenvolvimento necessário para transformar a pesquisa em inovação.
A Secretária Técnica de Petróleo & Gás da FINEP acredita que o principal gargalo no setor petrolífero brasileiro, atualmente, é sem dúvida a escassez de recursos humanos capacitados. “Os dois editais anunciados pela FINEP, prevêem a realização de atividades complementares de formação, aperfeiçoamento e/ou reciclagem de profissionais para atuação na cadeia desse setor. A qualificação, a experiência e a competência dos profissionais envolvidos são, geralmente, os fatores que mais contribuem para o sucesso de um projeto”, explicou Simone, afirmando ainda que outros gargalos significativos são a falta de uma engenharia nacional forte em nosso país e as restrições de capacidade produtiva, tecnológica e de gestão das empresas do setor petrolífero.
Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br








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