A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) interditou a plataforma P-33 da Petrobras, após fiscalização realizada na última quarta-feira e quinta-feira, dias 11 e 12, em conjunto com a Marinha. Motivada por denúncias de petroleiros e fotos divulgadas no jornal O Globo, que mostravam as más condições de conservação das instalações, o órgão enviou ofício à Petrobras e foi apenas recebido na noite do dia 12.
A plataforma, que atualmente produz cerca de 20 mil barris de petróleo por dia - abaixo de sua capacidade, de 63 mil de barris por dia – foi interditada sob a alegação de irregularidades envolvendo condições de segurança. “A ANP decidiu suspender cautelarmente as operações na Plataforma P-33, até que os níveis de segurança requeridos pela agência sejam restabelecidos, autuando a Petrobras e garantindo-lhe o direito ao contraditório e à ampla defesa”, diz o comunicado da ANP, direcionado à imprensa.
Ao receber o ofício comunicando a interdição da P-33, a Petrobras retrucou ao mercado, por meio de nota, comentando e justificando as irregularidades apontadas pela Agência. Contra o argumento de que foram encontrados significativos desvios de segurança, como por exemplo, a modificação de sistemas críticos em relação à Documentação de Segurança Operacional (DSO) aprovada pela ANP, a companhia presume que “esse item refere-se a geradores provisórios, instalados para substituir temporariamente o sistema de geração a vapor da plataforma, durante a manutenção da caldeira. Eles não foram inseridos no DSO porque tratavam-se de modificações transitórias”
A ANP relata ainda problemas como a “existência de análises de risco obsoletas em relação à realidade operacional da unidade, equipamentos críticos com planos de manutenção expirados, acidentes não comunicados, dentre outros problemas de integridade mecânica e elétrica.” De acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sinipetro-LF), esta é a primeira vez que uma plataforma da Petrobras é interditada.
Parada programada
Antes da finalização da inspeção da ANP e da Marinha na P-33, a Petrobras notificou o setor para o fato de que iria paralisar as operações da plataforma em outubro deste ano. Essa informação veio ao mercado atrelada à esclarecimentos sobre as denúncias que a estatal sofreu durante a última semana. Essa parada para revisão deveria ter ocorrido em julho, mas não aconteceu. “As plataformas em alto mar estão submetidas a uma atmosfera extremamente corrosiva, típica de ambientes marinhos”, justificou a companhia, em comunicado.
Nicomex Notícias – Redação
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