Mais três petroleiros estão dispostos a se acorrentar no portão da Petrobrás, ampliando os protestos pelo fim do tratamento discriminatório entre trabalhadores da ativa e aposentados; entre as cúpulas e a maior parte do quadro funcional. Eles vão se unir aos quatro diretores do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-RJ) que já estão amarrados por correntes há dois dias e asseguram que o protesto é por tempo indeterminado.
Na primeira noite em que tiveram que dormir na porta da empresa, mantendo as correntes presas a uma das pernas, Emanuel Cancella, José Maria Nascimento, Edson Munhoz e Fabíola Mônica asseguram que só o frio assustou. “Mas o nosso ânimo está firme, sobretudo porque estamos recebendo muito apoio da categoria, dos movimentos sociais, de parlamentares, além de ampla cobertura da imprensa” – declarou José Maria. Os acorrentados têm entre 55 e 60 anos de idade.
De acordo com a proposta de acordo coletivo encaminhada pela Petrobrás, mais uma vez os aposentados vão receber zero de aumento real. Já as gerências vão ganhar, além do reajuste, 140% de abono, enquanto os demais trabalhadores terão que se contentar com percentuais bem inferiores. Emanuel Cancella diz que, independente de valores, o que está em questão é o tratamento diferenciado. Entre os aposentados a insatisfação vem de longos anos. Entre os trabalhadores da ativa, os critérios arbitrários e confusos de promoção têm afetado, inclusive, a saúde de muitos empregados.
Ato público nesta sexta, 13, no Edise
Nesta sexta-feira,13, às 12 horas, a categoria petroleira, com apoio de outros movimentos sociais e sindicais, fará um ato público, em frente à sede da Petrobrás, na Avenida Chile, no centro do Rio. O ato é em solidariedade aos acorrentados e pela conquista de um acordo salarial digno.
Fonte: Agência Petroleira de Notícias








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