Para produzir a energia da biomassa é preciso um grande percurso e um exemplo disso é a lenha que se queima nas lareiras. Biomassa é o conjunto de organismos que podem ser aproveitados como fontes de energia: a cana-de-açúcar, o eucalipto e a beterraba (dos quais se extrai álcool), o biogás (produto de reações anaeróbicas da matéria orgânica existente no lixo), diversos tipos de árvores (lenha e carvão vegetal) e alguns óleos vegetais (mamona, amendoim, soja, dendê), entre outros.
A energia da biomassa é derivada de plantas cultivadas, portanto, é mais ecológica. Para se ter uma idéia de como a energia da biomassa é eficiente, o etanol, extraído do milho, é usado junto com a gasolina nos Estados Unidos; e também, é produzido da cana-de-açúcar, além de responder pela metade dos combustíveis de carro produzidos no Brasil. Em vários países, mas principalmente nos Estados Unidos, o biodiesel de origem vegetal é usado junto ou puro ao óleo diesel comum.
O único problema da biomassa é que a fotossíntese mostra-se bem menos eficiente por metro quadrado do que os painéis solares. Para se ter uma boa quantidade de captação de energia por meio de plantas, é preciso uma quantidade de terra bem mais extensa. Estima-se que para movimentar todos os meios de transportes do planeta só usando biocombustíveis, as terras usadas para agricultura teriam que ser duas vezes maiores do que já são.
A biomassa se divide em três classes: sólida, líquida e gasosa. A sólida é proveniente dos produtos e resíduos da agricultura, das florestas e da fração biodegradável dos resíduos industriais e urbanos. A biomassa líquida é encontrada em uma série de biocombustíveis líquidos, como por exemplo o biodiesel, o etanol e o metanol. Já a gasosa é encontrada nos efluentes agropecuários. Pode ser encontrada também nos aterros de resíduos sólidos urbanos como resultado da degradação biológica anaeróbica da matéria orgânica. São formados por uma mistura de metano e gás carbônico e a energia é gerada através da combustão.
Biomassa é uma designação genérica que engloba o aproveitamento energético da matéria orgânica, ou seja, dos resíduos provenientes da limpeza das florestas, da agricultura e dos combustíveis resultantes da sua transformação. A energia pode ser obtida através da combustão direta dos materiais ou de uma transformação química ou biológica, de forma a aumentar o poder energético do biocombustível.
Existem vários aproveitamentos deste tipo de combustíveis, dos quais se salientam:
- Combustão Direta: A queima de resíduos florestais e agrícolas produz vapor de água. Este, por sua vez, é canalizado para uma turbina com o objetivo final de produzir eletricidade;
- Biogás: É um gás combustível, constituído em média por 60% de metano e 40% de CO2, que é produzido através de um processo denominado digestão anaeróbia dos resíduos orgânicos, ou seja, pela utilização de bactérias capazes de decompor os resíduos sem ser necessária a presença de oxigênio.
As áreas potenciais principais de produção de biogás são as do setor agropecuário, da indústria agro-alimentar, das ETAR municipais e dos resíduos sólidos urbanos (RSU), e a sua queima pode ser feita em pequenas instalações, para produzir energia elétrica. Uma vantagem resultante da combustão do biogás é a possibilidade de eliminar o metano, que é um dos gases que contribui para o efeito de estufa;
- Biocombustíveis: Englobam-se aqui os ésteres metílicos (biodiesel) e os alcoóis. Através da transformação de certos óleos vegetais, como o de girassol, colza, milho, palma ou amendoim obtém-se um biodiesel que pode ser misturado com o gasóleo e alimentar motores deste tipo. Outra fonte de matéria-prima é a recuperação dos óleos usados em frituras mediante uma recolha seletiva. Estes óleos podem ser facilmente transformados em biocombustível, tendo como vantagem acrescida a eliminação de uma fonte de poluição.
Ao contrário de outras energias alternativas, o método de combustão da biomassa não é limpo. Similar à combustão dos combustíveis fósseis, produz algumas quantidades de dióxido de carbono. No entanto, produzem poluentes menos danosos, uma vez que os principais elementos encontrados nos materiais orgânicos são: o hidrogênio, o carbono, o oxigênio e o nitrogênio.
A biomassa também pode ser considerada como o material conhecido por resíduos agrícolas. São restos e sobras de toda a espécie: árvores mortas, ramos de árvores, restos de relva cortada, cascas de árvores e serragem que sobram nas serrarias e indústrias de madeiras, ou também sobras de colheitas, produtos de papel e outros objetos que são descartados.
A biomassa pode ser aproveitada para produzir eletricidade reduzindo a necessidade de recorrer a outras fontes de energia. Na Califórnia, a biomassa é responsável pela produção de 2,77% de toda a energia elétrica. O uso da biomassa não contribui para o aquecimento global da Terra. As plantas usam e armazenam dióxido de carbono enquanto crescem, depois ele é libertado quando queimamos as plantas. Assim, termina-se o ciclo de armazenamento do dióxido de carbono.
Este gás em quantidades excessivas provoca o efeito de estufa ou o aquecimento global do planeta. A grande vantagem da biomassa é que pode ser reutilizada e transformada em outros produtos como o papel e fertilizantes; acumula-se menos lixo nas lixeiras e é necessária menos terra para depositar o lixo.
O uso da biomassa auxilia na preservação do meio ambiente porque pode ser reduzida, reciclada e reutilizada. Hoje em dia, descobrem-se novas formas de aplicar a biomassa, por exemplo: para produzir um álcool especial que serve de combustível para os carros. Outra maneira de usar a biomassa é transformá-la em gases inflamáveis cujo objetivo é a produção elétrica.
Por Prof° Alexandre Guimarães
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