Uma nova reunião entre o governador de Mato Grosso, Sinval Barbosa, o presidente da Empresa Produtora de Energia (EPE), Fábio Garcia e diretores da Petrobras, no último dia 3, no Rio de Janeiro, acertou a questão do fornecimento de gás natural ao estado. As partes acordaram, de forma definitiva, uma solução para o problema com o gás boliviano, ficando pendentes apenas detalhes da entrega dos volumes diários.
Também participaram do encontro o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Pedro Nadaf, e representantes do Ministério das Relações Exteriores. No entanto, ficou faltando a palavra final sobre o aval dos bolivianos, com relação a um acerto contratual de compra e venda existente entre a Petrobras e a Bolívia. De acordo com Fábio Garcia, a negociação entre a estatal e a EPE se encerrou e foi dado um passo importante para restabelecer o fornecimento de gás ao Mato Grosso.
As esperanças do Estado em solucionar esse problema já haviam aumentado após uma reunião realizada em julho, no qual o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, garantiu à comitiva mato-grossense em Brasília que o fornecimento de gás boliviano teria uma solução até o dia 12 de agosto. No mesmo encontro, também ficou decidido que o transporte do gás ao Estado ficaria a cargo da GasOcidente, subsidiária da Pantanal Energia, como também é conhecida a EPE.
Estratégia conjunta
A resolução do impasse passa por um ponto-chave, que seria a compra da EPE pela Petrobras, o que poderia culminar na reativação da Termelétrica Cuiabá. A usina, com capacidade de geração de 480 megawatts de energia, suprindo até 70% da demanda energética do Estado, é até hoje o maior investimento privado aplicado em Mato Grosso. Serão cerca de US$ 750 milhões, que incluiu ainda o gasoduto Bolívia-Mato Grosso, de cerca de 700 quilômetros de extensão.
Em março, o contrato de fornecimento do gás boliviano ao Mato Grosso foi interrompido em razão da incapacidade de transportar o produto para o Estado. Além disso, sem a demanda da Termelétrica de Cuiabá, não há mercado suficiente na região. Por isso, a reativação da usina contaria a favor em uma negociação para a retomada do envio de gás natural da Bolívia para o Mato Grosso. A disponibilidade atual do contrato da Petrobras com o governo boliviano é de 31 milhões de metros cúbicos/dia. Desse volume, o governo de Mato Grosso defende que sejam repassados 2,2 milhões de metros cúbicos para que a usina de Cuiabá retome a geração e que o excedente seja destinado aos setores automotivo e industrial.
Nicomex Notícias – Redação
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