A Rio Oil & Gas 2010, maior da feira de petróleo e gás do hemisfério sul e uma dos maiores do mundo, aconteceu entre os dias 13 e 16 deste mês e foi, mais uma vez, marcada pelas inúmeras tecnologias apresentadas ao setor. Em expansão vertiginosa no Brasil e no mundo, o mercado petrolífero tem conhecido novos desafios, principalmente na exploração de óleo.
Buscando soluções para os desafios que se apresentam, as empresas de engenharia voltadas para o setor têm buscado aprimorar e inovar em tecnologias. É o caso da nacional Engepetrol, localizada no Rio Grande de Norte. A empresa marcou presença na feira e apresentou, no estande da Redepetro, o extrator para válvula, equipamento inovador desenvolvido pelo engenheiro mecânico José Nilo, que também responde pela direção da companhia.
“Com a utilização desse dispositivo essa operação de movimentação da coluna de hastes passa a ser efetuada apenas com a utilização de guindastes”
Tendo como principal objetivo garantir maior agilidade operacional e segurança às empresas do setor petrolífero, o extrator, que levou seis meses para ser desenvolvido, visa minimizar os riscos de acidente durante a retirada da válvula das bombas de subsuperfície e, se necessário, permite o reposicionamento à condição inicial da instalação.
“A operação de conexão e de desconexão do sistema ocorre no centro desse extrator quando submetido a movimentos ascendentes e descendentes através da tração ou compressão da coluna de hastes, independentemente da profundidade do poço de petróleo”, explica José Nilo, em entrevista ao Nicomex Notícias. Quanto à capacidade do conteúdo local em suprir as necessidades do setor, o engenheiro ressalta ser “um desafio a ser conquistado em médio prazo”.
Para o diretor da Engepetrol, o procedimento de completação (instalação de sistema de bombeio e/ou transferência de fluido) dos poços, que requer por vezes a retirada da válvula, seguida do reposicionamento à condição inicial, passaria a ser função do extrator: “Com a utilização desse dispositivo essa operação de movimentação da coluna de hastes passa a ser efetuada apenas com a utilização de guindastes e sem a presença de operadores junto à cabeça do poço, minimizando portanto, os riscos de acidentes”, afirma José Nilo.
Por Hebert Hungria
hebert.hungria@nicomexnoticias.com.br








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