O jornal Brasil de Fato (agosto, 2010) fez uma análise sobre as conjunturas brasileira e mundial do setor petróleo, destacando que o Brasil está na contramão. Enquanto a tendência mundial é a estatização das empresas do setor, nos países da América Latina, principalmente no Brasil, o processo foi o inverso com a abertura do mercado às multinacionais.
Os países da América Latina estão retomando ao controle do Estado suas reservas petrolíferas. Várias lideranças da sociedade civil defendem a volta do monopólio estatal do petróleo no Brasil, para que os recursos obtidos sejam aplicados na melhoria dos índices sociais e econômicos do País. A possibilidade do petróleo acabar também é um fator de preocupação para os interessados no bem estar da humanidade.
Novas alternativas energéticas aos combustíveis fósseis devem ser implementadas. Sobre o consumo per capita em todo o mundo, o Brasil está em 19º lugar, com um total de 1,16 toneladas por habitante, que mostra um grau de desenvolvimento inferior às maiores economias do mundo, como é o caso dos EUA (2º colocado, com 7,56T por pessoa, perdendo somente para o Canadá – com consumo per capita de 9,93T).
Desde o início das licitações das áreas petrolíferas, há 11 anos no Brasil, foram vendidos 691 blocos a um preço médio de R$ 7,8 milhões. Hoje, os valores são muito superiores aos oferecidos nos leilões da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). O exemplo mais claro são os campos de Júpiter e Iara, que foram leiloados há dez anos por US$ 7,6 milhões e hoje valem um total de US$ 560 bilhões, sendo que somente a BP terá direito a US$ 87,5 bilhões, quando pagou apenas US$ 1,9 milhão, em 2000.
Com a descoberta do Pré-Sal, grandes empresas estrangeiras estão de olho no mercado brasileiro e querem logo explorar as enormes reservas brasileiras, estimadas em 100 bilhões de barris. Energia é um fator estratégico para a maioria dos países do mundo e por isso deve estar nas mãos do Estado. É o que defendem as lideranças da Campanha “O Petróleo Tem Que Ser Nosso!”.
Fonte: Brasil de Fato (edição nº 388)







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