Na terça-feira, dia 14, o chefe do Departamento de Acompanhamento Econômico do BNDES, Fernando Puga, afirmou que os investimentos no país, entre 2010 e 2013, devem alcançar um total de R$ 2,9 trilhões, valor bem próximo do atual Produto Interno Bruto (PIB) Brasileiro. Sendo R$ 1,3 trilhão destinado a indústria de transformação, ao setor de petróleo e gás e à obras de infraestrutura, principalmente no setor de energia.
Na quinta-feira, dia 16, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que entre as medidas que o governo pretende tomar para evitar a supervalorização do real, está a compra de dólares que entrarem no país com a capitalização da Petrobras. “Queremos que todos saiam da crise, mas não às nossas custas”, disse o ministro. Como medidas para evitar uma volatilidade maior na cotação de dólar no Brasil, ele citou as compras já realizadas com freqüência pelo Banco Central.
No que diz respeito à capitalização da Petrobras, marcada para 30 de setembro e que pode chegar a R$ 150 bilhões, o ministro já mandou recado ao mercado financeiro. “Vamos enxugar qualquer excesso de dólar que possa entrar com a operação da Petrobras. Vamos comprar tudo, já estou avisando”. Segundo o ministro, o poder de fogo para as compras está nas mãos do Banco Central e do Fundo Soberano, um fundo de reservas que pode ser usado em situações como essa.
Mantega explicou que o Fundo Soberano, um colchão de segurança para o país, poderá ser acionado para conter a valorização do real. Apesar da enfática promessa de evitar que a cotação do dólar caia mais no país, o ministro garantiu que o governo não trabalha com um preço base para a moeda norte-americana. “Não há piso. Mantemos o câmbio flutuante, apesar de outros países não fazerem o mesmo”.
A sexta-feira, dia 17, foi dia de recorde. Com forte resultado em agosto, a arrecadação de impostos e contribuições federais no acumulado de janeiro a agosto aparece com crescimento de R$ 78,09 bilhões em reação ao mesmo período do ano passado. Esse volume representa uma expansão real, descontada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 12,6% e já equivale a quase o dobro da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Por Hebert Hungria
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