A petrolífera britânica British Petroleum (BP) acusou as decisões de "múltiplas companhias e equipes de trabalho" pela explosão na plataforma Deepwater Horizon, no último dia 20 de abril, que deixou ao menos 11 mortos e lançou uma maré negra no golfo do México classificada como o maior desastre ambiental dos Estados Unidos. Em relatório sobre a investigação interna do acidente, a BP diz que não houve um fator único responsável pela explosão "e sim uma sequência de fracassos envolvendo um número de diferentes partes".
O acidente, afirma o documento, "foi causado por uma série complexa e interligada de fracassos mecânicos, maus julgamentos, design de engenharia, implementação operacional e interface de equipes". O relatório é baseado em uma investigação de quatro meses liderada por Mark Bly, chefe de segurança e operações da BP, e conduzida independente, por uma equipe de mais de 50 técnicos e especialistas da empresa britânica e consultores. "A investigação fornece nova informação sobre as causas do terrível acidente.
É evidente que uma série de complexos eventos, e não um único erro ou fracasso, levou à tragédia. Várias partes, incluindo a BP, Halliburton e Transocean, estavam envolvidas", disse o chefe executivo da BP, Tony Hayward, que está deixando o cargo. O novo chefe executivo da petrolífera, Bob Dudley, disse que desde o começo a empresa afirmou que a explosão era de responsabilidade de várias entidades. A companhia pagou US$ 399 milhões (R$ 700 milhões) em processos relacionados ao vazamento de petróleo durante as 16 semanas nas quais administrou sozinha as tarefas de indenização do desastre. Gastou também US$ 1 milhão por semana em anúncios de rádio e televisão para tentar conter os danos do vazamento à sua imagem.
Fonte: Folha Online







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