Após a liberação das licenças ambientais, começam as obras do novo estaleiro da Marinha que está sendo projetado na Baía de Sepetiba, no município de Itaguaí, Rio de Janeiro. Segundo a Marinha, a região foi escolhida por conta da proximidade com diversas indústrias, incluindo a Nuclep, que é o braço industrial do complexo nuclear do Brasil, além das boas condições logísticas como estradas adequadas, posicionamento de águas abrigadas e existência de um porto com canal de acesso dragado.
Com o término das obras previstas para 2015, o investimento total do estaleiro está estimado em torno de R$ 15 bilhões, o que inclui a construção de quatro submarinos convencionais e o casco de um submarino nuclear. Em entrevista ao Nicomex Notícias, o Contra-Almirante e Diretor da Marinha, Paulo Maurício Farias, destacou a importância desse empreendimento. “Com esse projeto, a Marinha coroa os esforços de muitos anos de pesquisa e desenvolvimento em uma tecnologia que é imprescindível para o Brasil” – afirmou.
Em relação ao submarino nuclear, o Contra-Almirante afirmou ainda que, além de permitir que o Brasil adquira capacidade de usar a vasta quantidade de urânio que possui em seu território, a Marinha passa a contar com um meio que é o único não detectável por satélites. “Essa característica oferece grande vantagem estratégica na defesa da Amazônia Azul, suas riquezas e as jazidas do pré-sal, bem como na proteção do tráfego marítimo, por onde escoam mais de 90% das exportações e importações brasileiras” – disse ao NN.
Vantagens para a região
Além dos benefícios tecnológicos, a instalação do estaleiro no município de Itaguaí tem as vantagens diretas de aumentar a arrecadação de impostos, elevar a renda per capta e gerar novos empregos. “Não só empregos futuros, mas atuais também. Operários estão sendo formados a partir da população local para trabalhar na construção do estaleiro. Os cursos profissionalizantes estão sendo ministrados em parceria com o Senai, sendo que mais de cem alunos formados já foram contratados para o empreendimento” – finalizou Farias.
O empreendimento já atraiu projetos de outras companhias. É o caso da Nuclep, braço industrial do complexo nuclear do Brasil. A empresa vai construir nas imediações uma fábrica de motores para propulsão naval destinados a navios de grande porte, de R$ 47 milhões. Já a CSN anunciou a construção de uma plataforma logística, que compreende pátio de contêineres, armazéns para produtos siderúrgicos, café, açúcar e químicos. O plano prevê investimento de R$ 4,6 bilhões e inclui um terminal portuário. Segundo analistas do setor, a atração de investimentos para a região deve ser potencializada com a construção do Arco Metropolitano.
Por Beatriz Silva
beatriz.s@nicomexnoticias.com.br








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