Não é de hoje que a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) gera discussões a respeito dos impactos das obras na região de Itaboraí e do Leste Fluminense. Agora, com o aumento da capacidade de produção do Comperj, anunciada pela Petrobas, de 165 para 330 mil barris diários, a preocupação voltou à tona. Em comunicado, a estatal também informou que o complexo irá refinar gasolina e querosene de aviação.
O maior temor de ambientalistas, autoridades e sociedade é o crescimento desordenado na região. Além disso, prefeitos das cidades no entorno das obras e pessoas envolvidas nos estudos de prevenção aos impactos do Comperj já haviam se reunido e planejado as adequações necessárias à nova realidade. No entanto, as avaliações de infraestrura para os municípios terão de ser refeitas em virtude dos novos números da Petrobras para a produção do complexo.
Há na região o medo de que sejam criados bolsões de pobreza nas redondezas do Comperj, além da reclamação de que as decisões da Petrobras para a obra estão sendo tomadas sem qualquer consulta às autoridades dos municípios impactados pelas obras. Há problemas já existentes nessas cidades, que correm o risco de se agravaram com o desenvolvimento da região como especulação imobiliária, migração sem o devido acompanhamento, questões relativas a transporte e água tratada e esgoto.
Antecipação
Em 2014, a Petrobras prevê atingir a autossuficiência em derivados, com o início da produção de algumas refinarias, como o Comperj. Com isso, a capacidade de refino passaria de dois milhões de barris diários para cerca de 2,4 milhões – em números baseados na expectativa de um crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem de 3,4% ao ano. A estatal ainda espera antecipar o início da construção de novas refinarias para 2014, caso seja necessário, a fim de atender ao aumento na demanda de combustíveis.
Atualmente, a companhia importa cerca de 120 mil barris diários de alguns combustíveis, como óleo diesel e querosene de aviação. Para 2010, a expectativa da Petrobras é de que o consumo bata recorde, chegando a um aumento de 10% na demanda – no ano passado houve queda de 1,2%. Somente no primeiro semestre desse ano, já houve crescimento de 12%.
Nicomex Notícias – Redação
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