O projeto piloto de Tupi deve ser implementado ainda este ano e a previsão é de que até o início de 2012 ele produza 100 mil barris/dia. Mas a grande quantidade de CO2 associada ao óleo será um dos principais desafios da Petrobras. Preocupado com aspectos relacionados ao aquecimento global, o assessor técnico de Gerenciamento de CO2 de Exploração e Produção do pré-sal, Alberto Sampaio de Almeida, informou que a empresa adotou a opção de reinjetar o gás no próprio reservatório.
Dados preliminares dão conta de que em Tupi a proporção de CO2 é de 12%. Serão cinco poços produtores de petróleo e gás e três poços injetores, sendo dois para reinjeção de gás e CO2 e outro para injeção de água. “No pré-sal o processo é mais crítico porque estamos em um ambiente offshore distante 300 quilômetros da costa e a uma profundidade enorme”, disse Sampaio, lembrando que não está descartada a possibilidade de (no futuro) reinjetar o gás em cavernas de sal ou em campos que não produzem mais.
O gerente de Tecnologia de Processamento de E&P da Petrobras, Giovanni Cavalcanti Nunes, explicou que o CO2 é altamente corrosivo, forma ácidos indesejáveis e precisa ser tratado em estruturas feitas com material especial e superresistente. O armazenamento é mais uma questão relevante, já que o gás não pode “escapar” de onde estiver capturado. Outro desafio na exploração do pré-sal é o alto índice de salinidade da água associada ao óleo e ao gás.
“É um ambiente geológico novo e nenhuma empresa no mundo tem esta experiência. A partir do que observarmos em Tupi é que vamos escolher a tecnologia e a metodologia das operações nas outras áreas. Nosso maior gargalo vai ser separar o óleo da água e do CO2. Mas nenhum desafio será obstáculo”, completou o executivo.
Para estudar as dificuldades do pré-sal, e realizar análises de impactos ambientais, a Petrobras envolveu diversas áreas em novas pesquisas, aumentou o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, e criou dois programas, o PROSAL e o PRÓ-CO2. Segundo Cristiano Sombra, os desafios da empresa também estão impactando diretamente e positivamente no desenvolvimento tecnológico do Brasil e resultando em um rápido crescimento das instalações. O executivo lembrou que o desenvolvimento tecnológico da Petrobras vem sendo acompanhado da parceria universidades e fornecedores que, inclusive, estão construindo centros tecnológicos no País, como é o caso Schlumberger e da FMC Technologies.
Nicomex Notícias – Redação
nicomex@nicomex.com.br
Dados preliminares dão conta de que em Tupi a proporção de CO2 é de 12%. Serão cinco poços produtores de petróleo e gás e três poços injetores, sendo dois para reinjeção de gás e CO2 e outro para injeção de água. “No pré-sal o processo é mais crítico porque estamos em um ambiente offshore distante 300 quilômetros da costa e a uma profundidade enorme”, disse Sampaio, lembrando que não está descartada a possibilidade de (no futuro) reinjetar o gás em cavernas de sal ou em campos que não produzem mais.
O gerente de Tecnologia de Processamento de E&P da Petrobras, Giovanni Cavalcanti Nunes, explicou que o CO2 é altamente corrosivo, forma ácidos indesejáveis e precisa ser tratado em estruturas feitas com material especial e superresistente. O armazenamento é mais uma questão relevante, já que o gás não pode “escapar” de onde estiver capturado. Outro desafio na exploração do pré-sal é o alto índice de salinidade da água associada ao óleo e ao gás.
“É um ambiente geológico novo e nenhuma empresa no mundo tem esta experiência. A partir do que observarmos em Tupi é que vamos escolher a tecnologia e a metodologia das operações nas outras áreas. Nosso maior gargalo vai ser separar o óleo da água e do CO2. Mas nenhum desafio será obstáculo”, completou o executivo.
Para estudar as dificuldades do pré-sal, e realizar análises de impactos ambientais, a Petrobras envolveu diversas áreas em novas pesquisas, aumentou o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, e criou dois programas, o PROSAL e o PRÓ-CO2. Segundo Cristiano Sombra, os desafios da empresa também estão impactando diretamente e positivamente no desenvolvimento tecnológico do Brasil e resultando em um rápido crescimento das instalações. O executivo lembrou que o desenvolvimento tecnológico da Petrobras vem sendo acompanhado da parceria universidades e fornecedores que, inclusive, estão construindo centros tecnológicos no País, como é o caso Schlumberger e da FMC Technologies.
Nicomex Notícias – Redação
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