Petrodólares prometem fazer jorrar empregos no Rio e no País

Rio - Ao fortalecer ainda mais a Petrobras com a capitalização no mercado de ações, o governo sinaliza com a garantia de projetos que estão em andamento de olho na exploração do pré-sal. A construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a iniciativa do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) são bons exemplos. Com a ampliação das atividades da Petrobras, a oferta de empregos crescerá no País e no Rio.

Os concursos que a estatal abrirá e os da BR Distribuidora serão ainda mais atraentes. Conforme O DIA mostrou ontem, a Petrobras deve abrir pelo menos 6 mil vagas por seleção até 2013. Serão oportunidades para profissionais de níveis Médio, Técnico e Superior. A expectativa é que os primeiros editais saiam logo no início do ano que vem para um mercado que tem se mostrado tão promissor.

O Comperj, cuja proposta passou recentemente por revisão, terá dobrada sua capacidade de refino em relação à previsão inicial. As alterações fazem parte do plano de investimentos no valor total de R$ 397 bilhões até 2014, que será executado pela estatal no País e no exterior. O complexo, que está sendo construído em Itaboraí, deve gerar cerca de 212 mil empregos diretos, indiretos na região.

Já as inscrições para o processo seletivo do 5º ciclo de cursos do Prominp mais uma vez bateram recorde de público, com 258.958 interessados em todo o País. O programa de capacitação gratuita de mão de obra oferece 28 mil vagas em cursos no setor de Petróleo e Gás, nos níveis Básico, Médio/Técnico e Superior, em 13 estados. Esse foi o maior número de oportunidades já ofertado pelo Prominp. No Rio, há 6.874 chances.

Além de dinamizar Itaboraí com os empreendimentos do Comperj, a Petrobras estenderá benefícios a São Gonçalo. A cidade ganhará porto na Praia da Beira, em Itaoca, e ainda estrada até o complexo. A promessa é gerar 40 mil empregos nas áreas, quando a refinaria estiver a todo vapor, em 2015. Nos próximos anos, entram em operação unidades da Petrobras no Maranhão (Premium I) e em Pernambuco (Abreu e Lima).

Rio ainda briga para não perder royalties

A euforia com a megacapitalização da Petrobras, volta a chamar a atenção para disputa entre estados produtores e não produtores pelo grande volume de recursos que os royalties do petróleo vão gerar. A briga vive uma trégua em função das eleições, que renovarão a Câmara de Deputados e parte do Senado, mas estão longe de ter um desenlace, que pode tirar 7,2 bilhões do estado do Rio.

Isso porque, em março, o Rio sofreu uma grande derrota na Câmara, que por 369 votos a favor, 72 contra e duas abstenções, aprovou a emenda Ibsen Pinheiro que reduz brutalmente a receita do governo estadual e de 87 prefeituras fluminenses — a perda média é de 96% do que recebem atualmente.

No Senado, a emenda sofreu nova alteração, ainda prejudicando o Rio. O texto retornou à Câmara, com alterações da chamada Emenda Pedro Simon. Por acordo dos parlamentares, nova votação somente depois das eleições , sem a pressão das urnas sobre o tema.

Fonte: O Dia Online

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