De acordo com dados da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), a Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás movimentará até o fim de 2010, cerca de US$ 100 bilhões. Somente o Plano de Investimentos da Petrobras prevê investimentos de US$ 174 bilhões previstos na atual carteira de empreendimentos. O setor petrolífero vem em constante crescimento nos últimos anos e já representa 5,4% PIB (Produto Interno Bruto). Nos últimos três anos investiu US$ 80 bilhões, quase o dobro dos US$ 45 bilhões investidos nos últimos 50 anos anteriores.
Como desenvolvimento do pré-sal, a cadeia do setor acaba lucrando e colhendo os frutos desse crescimento. Para se ter uma ideia, na última semana foi anunciado que os fornecedores da Petrobras terão uma linha de financiamento inédita de R$ 3 bilhões a ser dada pelos maiores bancos que atuam no país. Esse é o montante previsto - que poderá aumentar no futuro – para o giro de empréstimos por Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Caixa, HSBC e Itaú ao Programa Progredir, anunciado em setembro, cujo alvo são os 34 mil fornecedores diretos e cerca de 216 mil indiretos da estatal.
O Progredir, elaborado pelo departamento financeiro da estatal em parceria com os bancos, adota uma engenharia financeira inédita no mundo. O financiamento à cadeia tem como garantia bancária os contratos assinados entre a estatal e seus fornecedores. Na prática, funciona como uma espécie de crédito consignado: o banco empresta o dinheiro e recebe a garantia de que será ressarcido pelo que a empresa vai receber por quem comprou seus serviços ou produtos, de acordo com o estabelecido em contratos. Os R$ 3 bilhões de recursos previstos pelos bancos do Progredir se referem ao estoque que será emprestado e pago continuamente pela cadeia de fornecedores, a maior parte formada por pequenas e médias empresas.
Para Everton Gomes, professor da Petroquallity, instituição voltada para cursos do setor petrolífero, a cadeia de petróleo e gás hoje esta cada vez mais consolidada, pois a cada dia são descobertos novos poços de petróleo e gás. “Hoje no pré-sal foram descobertos, mas dois novos poços, que somando os dois estima-se ter em torno de 20 bilhões de barris de petróleo. Já o gás natural até 2008 as nossas reservas eram por mais 20 anos, hoje já sabe que podem ultrapassar os 50 anos”, explicou em entrevista ao Nicomex Notícias.
Reformulação é necessária
De acordo com o especialista, para que a cadeia de petróleo e gás nacional possa ser capaz de atender a demanda do pré-sal, será necessário passar por uma “reformulação e novos investimentos para acompanhar todo o sistema de crescimento da área do petróleo no Brasil nos próximos anos”, disse Everton Gomes ressaltando ainda que os pequenos e médios fornecedores tem uma grande importância na cadeia do petróleo e gás no Brasil, “pois são capazes de descentralizar todo este sistema, evitando uma sobrecarga dos grandes fornecedores e também um colapso na cadeia de fornecimento”, finalizou.
Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br
Como desenvolvimento do pré-sal, a cadeia do setor acaba lucrando e colhendo os frutos desse crescimento. Para se ter uma ideia, na última semana foi anunciado que os fornecedores da Petrobras terão uma linha de financiamento inédita de R$ 3 bilhões a ser dada pelos maiores bancos que atuam no país. Esse é o montante previsto - que poderá aumentar no futuro – para o giro de empréstimos por Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Caixa, HSBC e Itaú ao Programa Progredir, anunciado em setembro, cujo alvo são os 34 mil fornecedores diretos e cerca de 216 mil indiretos da estatal.
O Progredir, elaborado pelo departamento financeiro da estatal em parceria com os bancos, adota uma engenharia financeira inédita no mundo. O financiamento à cadeia tem como garantia bancária os contratos assinados entre a estatal e seus fornecedores. Na prática, funciona como uma espécie de crédito consignado: o banco empresta o dinheiro e recebe a garantia de que será ressarcido pelo que a empresa vai receber por quem comprou seus serviços ou produtos, de acordo com o estabelecido em contratos. Os R$ 3 bilhões de recursos previstos pelos bancos do Progredir se referem ao estoque que será emprestado e pago continuamente pela cadeia de fornecedores, a maior parte formada por pequenas e médias empresas.
Para Everton Gomes, professor da Petroquallity, instituição voltada para cursos do setor petrolífero, a cadeia de petróleo e gás hoje esta cada vez mais consolidada, pois a cada dia são descobertos novos poços de petróleo e gás. “Hoje no pré-sal foram descobertos, mas dois novos poços, que somando os dois estima-se ter em torno de 20 bilhões de barris de petróleo. Já o gás natural até 2008 as nossas reservas eram por mais 20 anos, hoje já sabe que podem ultrapassar os 50 anos”, explicou em entrevista ao Nicomex Notícias.
Reformulação é necessária
De acordo com o especialista, para que a cadeia de petróleo e gás nacional possa ser capaz de atender a demanda do pré-sal, será necessário passar por uma “reformulação e novos investimentos para acompanhar todo o sistema de crescimento da área do petróleo no Brasil nos próximos anos”, disse Everton Gomes ressaltando ainda que os pequenos e médios fornecedores tem uma grande importância na cadeia do petróleo e gás no Brasil, “pois são capazes de descentralizar todo este sistema, evitando uma sobrecarga dos grandes fornecedores e também um colapso na cadeia de fornecimento”, finalizou.
Por Bruno Hennington
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