CARACAS, VENEZUELA - A estatal do petróleo da Venezuela PDVSA se prepara para emitir nas próximas semanas US$ 3 bilhões em bônus com vencimento em 2017. O dinheiro será usado, segundo a própria empresa, para financiar o plano de investimento neste ano. Para analistas, a maior companhia de petróleo da América do Sul busca cobrir seu fluxo de caixa ante a queda de produção e de refino e dificilmente terá fôlego para investir em projetos no estrangeiro, como a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, ou a Refinaria do Pacífico, no Equador.
“A PDVSA tem investimentos muito mais urgentes. Há queda de produção e queda de exportação. A Refinaria Abreu e Lima seria um investimento extraordinário e só um eventual desembolso dependeria diretamente do fator político’’, diz Marianna Párraga, autora do livro “Oro Rojo’’ (Ouro Vermelho), sobre a PDVSA na era Chávez.
Além do investimento na produção interna, a estatal venezuelana também tem dívidas com fornecedores e ainda um passivo de “nacionalizações’’ - compras compulsórias - de prestadoras de serviços para pagar. Questionada sobre o investimento na refinaria pernambucana, onde a PDVSA terá 40% de participação ante 60% da Petrobras, a assessoria da empresa afirmou ontem que a única pessoa autorizada a falar sobre o assunto está em Viena.
A sociedade entre Petrobras e PDVSA para a construção e operação da Refinaria Abreu e Lima vem sendo discutida desde 2005, tendo sido oficializada em outubro do ano passado, quando a Petrobras anunciou a conclusão das negociações para constituir a empresa que seria responsável pela construção e operação da refinaria. Cada empresa seria responsável por fornecer metade dos 230 mil barris de petróleo a ser processados por dia. Sem recursos aportados pela venezuelana, a Petrobras toca o projeto sozinha.
Fonte: Folha de pernambuco/Folhapress







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