O impacto do óleo nas marismas varia em função de vários fatores incluindo a quantidade de óleo, tipo e eficiência da atividade de limpeza, tipo de óleo, estrutura física e biológica da marisma, latitude, e estação do ano. A persistência do dano e recuperação do sistema também depende de fatores bióticos, químicos e físicos, incluindo taxa de intemperismo e grau de remoção ou retenção do óleo, disponibilidade de sementes, processos sucessional, de erosão/deposição, e atividade de restauração pelo homem.
As plantas podem ser afetadas de várias formas. A asfixia química pelo óleo pode levar a uma redução da transpiração, respiração e fotossíntese. A absorção da fração tóxica do óleo através de folhas ou raízes pode causar envenenamento das plantas pela ruptura das membranas celulares e organelas celulares.
Existe uma variação considerável com relação à sensibilidade ao óleo. Algumas espécies são resistentes a ele (ex: Oenantle lachenalii), enquanto que outras são muito menos resistentes (ex: Salicornia sp.).
Mudanças sazonais nas marismas podem afetar, consideravelmente, o efeito do óleo nesse ecossistema. Um derrame de óleo antes ou durante a floração pode causar uma redução na floração e produção de sementes.
Em alguns casos, o maior problema seguido ao dano do óleo na vegetação foi a perda da estabilização do sedimento por erosão.
As marismas variam consideravelmente em sua forma e função com relação a latitude, salinidade e altura da maré, sendo que os efeitos do óleo variam do mesmo modo. De particular importância são a altura da maré e salinidade, que podem limitar a distribuição de qualquer espécie.
As marismas, assim como os manguezais, estão nos níveis mais altos da escala de vulnerabilidade a derrames de óleo dos habitats da zona de entremarés. As marismas, em termos gerais, são consideradas como habitats altamente susceptíveis ao dano por óleo , requerendo proteção onde for possível, cuidados durante a limpeza e, em alguns casos, restauração.
Tal como os manguezais, as marismas são também altamente sensíveis ao pisoteio, que pode levar à redução da quantidade de tecido fotossintético, expondo o interior das plantas às frações tóxicas do óleo e/ou enterrando caules e folhas de plantas, reduzindo a sua produtividade. A quebra de plantas resulta em estresse e alterações no crescimento e expõe o interior das plantas a frações tóxicas do óleo. Além disso, o pisoteio também pode acelerar os processos erosivos.
Fonte: Eco Oil, Por: Leonardo Dias








0 comentários:
Postar um comentário