GREVE EM REFINARIA TRAZ PREJUÍZOS AO PAÍS

Em meio à greve geral que atinge a França e prejudica vários setores da economia do país, um dos mais afetados pela paralisação dos trabalhadores é o de petróleo. Protestando contra a reforma previdenciária que aumenta em dois anos – de 60 para 62 - a idade mínima para aposentadoria, funcionários franceses suspenderam as atividades nas 12 refinarias do país, além de bloquearem depósitos de combustíveis, o que prejudicou o fornecimento a 25% dos postos da França, de um total de 12.300, segundo o governo.

Com a lei aprovada na Assembleia Nacional, no último dia 27, as greves na França começaram a perder fôlego. Das doze refinarias, sete já estavam prontas para retomar as atividades, na última quinta-feira, segundo a UFIP (União Francesa das Indústrias Petrolíferas). Entretanto, o trabalho continuava prejudicado pela paralisação no complexo portuário de Fos-Lavera, no sul do país, o terceiro maior do mundo.

Em Fos-Lavera, a greve já ultrapassa os 30 dias, não permitindo que navios-tanque entrem no porto com petróleo e saiam com produtos refinados. Diante dos protestos e bloqueios, que prejudicaram o abastecimento dos postos franceses e provocaram temor durante duas semanas, a situação já pode ser considerada mais calma, com cerca de 80% dos postos com apresentando estoques normalizados, no fim da última semana.

No entanto, no auge da paralisação no setor petrolífero, notabilizada por piquetes em refinarias e imagens de barricadas em chamas, o governo do presidente Nicolas Sarkozy chegou a ordenar que a polícia quebrasse as barreiras aos depósitos, além de usar as reservas estratégicas e aumentar as importações de combustíveis. A situação, classificada como “crítica” por uma porta-voz da Exxon Mobil, levou muitos motoristas aos postos, na esperança de encherem seus tanques, mas, já no último dia 18, muitos já estavam fechados ou sem estoque.

Rombo na economia
Segundo a ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, cada dia de paralisações teria custado ao país de € 200 milhões a € 400 milhões, entre perda da atividade econômica e importação de combustíveis. Considerando os oito dias em que a tensão social foi mais forte, o montante gira em torno de € 1,6 bilhão e 3,2 bilhão. Na indústria petroquímica, o prejuízo por 30 dias chegaria a € 1 bilhão, de acordo com análise do setor.

Nicomex Notícias – Redação
nicomex@nicomex.com.br

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