A previsão da entrada em operação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) é para o segundo semestre de 2013, mas inúmeras situações já preocupam as autoridades envolvidas no projeto. Uma delas é o crescimento desordenado no entorno do local, que promete causar transtornos à população de Itaboraí. Diante desse cenário, a Secretaria de Habitação, Trabalho e Renda do município está elaborando um Plano Local de Habitação de Interesse Social.
A medida atende à uma solicitação do Ministério das Cidades, que vislumbra um aumento populacional considerável na região, em virtude da instalação do Comperj. “A partir do Plano, Itaboraí poderá ampliar a sua participação nos programas habitacionais do Governo Federal. O objetivo é mapear o município para garantir moradia à população de menor renda, além de melhorias na infraestrutura e serviços urbanos”, explica o secretário de Habitação, Trabalho e Renda, Saíde Abrão, ao Nicomex Notícias.
A intenção do Ministério, juntamente com a Prefeitura de Itaboraí é evitar a favelização na região, provendo moradia e infraestrutura, tanto para as pessoas que já vivem no local, quanto para aqueles que irão aumentar a população do município, já que muitas empresas irão aportar nas redondezas, aproveitando as oportunidades do Comperj. Em contrapartida, haverá geração de empregos e aumento de renda para a cidade, na opinião do secretário Saíde.
O primeiro passo para a elaboração do Plano foi reunir a população para debater as necessidades do município. Segundo o secretário, mais de 300 pessoas compareceram às primeiras reuniões que ocorreram no mês de setembro, nos distritos de Itambi (Escola Municipal Luzia Gomes de Oliveira) e Porto das Caixas (Escola Municipal Símaco Ramos de Almeida). “Entre as principais exigências da população, estão mais infraestrutura e atenção nas áreas de Saúde e Educação”, disse.
Mudanças
Na última terça-feira, dia 05, o secretário de Desenvolvimento do Rio de Janeiro, Júlio Bueno, afirmou que o projeto inicial do Comperj foi alterado e pode ser considerado, agora, essencialmente destinado ao refino, e não a um complexo petroquímico propriamente dito. Segundo ele, haverá uma grande refinaria Premium, com capacidade para processar 200 mil barris, e uma pequena unidade petroquímica, de 20 mil barris. O secretário acredita que uma das causas da mudança é qa grande oferta de produtos petroquímicos no mundo.
Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br








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