São Paulo - A Itaú Corretora reduziu em 29% o preço alvo das ações preferenciais da Petrobras, para R$ 38,20, e rebaixou a recomendação dos papéis de "acima do desempenho do mercado" para "em linha com a média de mercado", segundo relatório divulgado na segunda-feira.
É uma das primeiras avaliações do valor da companhia feitas no mercado após a bilionária capitalização do final de setembro, quando a empresa obteve cerca de R$ 120 bilhões.
O rebaixamento levou em conta a diluição depois da capitalização e o preço acima do esperado para o barril de petróleo utilizado no contrato entre governo e a União para as reservas de 5 bilhões de barris de petróleo na região do pré-sal da bacia de Santos.
Segundo o relatório assinado pelos analistas da Paula Kovarsky, Diego Mendes e Giovana Araújo, as principais mudanças no preço justo refletem a diluição depois da capitalização, já incluindo o exercício do lote suplementar, e a aquisição de 5 bilhões de barris a US$ 8,51, dois dólares acima da estimativa de seu valor justo para o barril.
Além disso, as justificativas abrangem a exclusão do campo de Júpiter e a redução da avaliação (valuation) de Iara, após a divulgação do relatório da consultoria Gaffney Cline, além de um WACC (custo médio ponderado do capital) mais alto, para refletir a nova estrutura de capital. A corretora ainda citou os ajustes da Petrobras às novas normas contábeis e a rolagem do preço justo para o fim de 2011.
Na avaliação do Itaú, com o aumento de capital, a Petrobras ficou mais cara que seus pares, com as ações sendo negociadas a um múltiplo de 11,1 vezes pelo critério Preço/Lucro (P/L, que dá uma indicação do prazo para o investidor reaver a aplicação), com um prêmio de 34% em relação às principais petrolíferas do mundo.
Embora o Itaú sempre tenha avaliado que os papéis da Petrobras deveriam, de fato, ser negociados com prêmio em relação aos concorrentes, a instituição apontou que os dois últimos anos reduziram a boa vontade do mercado em relação à Petrobras e o apetite dos investidores para pagar prêmios significativos, pelo menos neste momento.
A Itaú Corretora ainda elevou em 15,4% a previsão para o lucro líquido da Petrobras em 2011, para R$ 32,4 bilhões, enquanto a estimativa para a receita líquida subiu 5,6%, para R$ 206,1 bilhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da Petrobras deve somar R$ 65,24 bilhões no próximo ano, um aumento de 4,7% ante a previsão anterior, enquanto a projeção para a margem Ebitda de 2011 caiu de 31,9% para 31,7%.
(Reuters/Agência Globo)







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