Com capacidade para processar 230 mil barris diários de petróleo pesado e 162 mil barris diários de diesel com baixo teor de enxofre, a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, corre sério risco de não contar, definitivamente, com os investimentos da PDVSA. Isso porque desde que o acordo entre a companhia venezuelana e a Petrobras, em outubro do ano passado, a estatal da Venezuela ainda não destinou nenhuma verba para a obra.
Dessa maneira, a parceria alinhavada entre os presidentes Lula e Hugo Chávez, chamada de Aliança Estratégica entre Brasil e Venezuela, caminha para o fim. A prova de que a PDVSA está cada vez mais longe da Refinaria Abreu e Lima é o fato de que a companhia já teve dois pedidos de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) negados por falta de garantias.
Diante dessa situação, a Petrobras dá prosseguimento às obras sozinha, neste projeto que teve o orçamento revisado para algo entre US$ 12 bilhões e US$ 13 bilhões. “A saída (provável) da PDVSA acarreta mais investimento para a Petrobras já que o acordo era que a estatal brasileira custearia 60% e a outra parte, 40%, seria da empresa venezuelana. Contudo, a Petrobras tem recursos financeiros para tocar o empreendimento sozinha. O que pode acontecer é, em algum momento, a obra ser paralisada e levar mais tempo para ser finalizada, caso ocorra alguma emergência, como investimento em alguma outra refinaria ou outra plataforma de perfuração”, explica o especialista em Petróleo e Gás, Emerson dos Santos, ao Nicomex Notícias.
Para ele, a relação entre as estatais pode gerar alguma boa situação no que se refere, por exemplo, a recursos no quesito refino, já que o petróleo venezuelano é pesado enquanto o Brasil tem perspectivas de alta produção de petróleo leve. “A Refinaria Abreu e Lima é de grande importância visto que é uma das primeiras a passar por um processo de reforma para produção de petróleo leve. Isso tornará fácil o comercio de derivados na região próxima à refinaria”, afirma Emerson.
Problemas financeiros
A PDVSA está preparando para as próximas semanas uma emissão de US$ 3 bilhões em bônus, para levantar dinheiro que será usado no financiamento do plano de investimentos de 2010. Segundo analistas, a empresa precisa cobrir seu fluxo de caixa e dificilmente conseguirá atuar em projetos no exterior, como a Refinaria Abreu e Lima. A estatal venezuelana ainda tem dívidas com fornecedores e um passivo de compras compulsórias de prestadoras de serviços para pagar.
Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br
Diante dessa situação, a Petrobras dá prosseguimento às obras sozinha, neste projeto que teve o orçamento revisado para algo entre US$ 12 bilhões e US$ 13 bilhões. “A saída (provável) da PDVSA acarreta mais investimento para a Petrobras já que o acordo era que a estatal brasileira custearia 60% e a outra parte, 40%, seria da empresa venezuelana. Contudo, a Petrobras tem recursos financeiros para tocar o empreendimento sozinha. O que pode acontecer é, em algum momento, a obra ser paralisada e levar mais tempo para ser finalizada, caso ocorra alguma emergência, como investimento em alguma outra refinaria ou outra plataforma de perfuração”, explica o especialista em Petróleo e Gás, Emerson dos Santos, ao Nicomex Notícias.
Para ele, a relação entre as estatais pode gerar alguma boa situação no que se refere, por exemplo, a recursos no quesito refino, já que o petróleo venezuelano é pesado enquanto o Brasil tem perspectivas de alta produção de petróleo leve. “A Refinaria Abreu e Lima é de grande importância visto que é uma das primeiras a passar por um processo de reforma para produção de petróleo leve. Isso tornará fácil o comercio de derivados na região próxima à refinaria”, afirma Emerson.
Problemas financeiros
A PDVSA está preparando para as próximas semanas uma emissão de US$ 3 bilhões em bônus, para levantar dinheiro que será usado no financiamento do plano de investimentos de 2010. Segundo analistas, a empresa precisa cobrir seu fluxo de caixa e dificilmente conseguirá atuar em projetos no exterior, como a Refinaria Abreu e Lima. A estatal venezuelana ainda tem dívidas com fornecedores e um passivo de compras compulsórias de prestadoras de serviços para pagar.
Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br








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