Para garantir que o projeto da refinaria Premium do Ceará seja concluído até 2017, a Petrobras está investindo em projetos e acompanhando o processo. No entanto, ainda há entraves como a liberação do terreno para o empreendimento
Depois de ter seu cronograma de início de operação adiado de 2013 para 2017, a implantação da refinaria Premium do Ceará chegou a ser questionada por alguns analistas. O cancelamento do empreendimento no estado, no entanto, não foi confirmado e nem descartado pelo presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli. Segundo Gabrielli, para garantir o prazo de conclusão da refinaria, a Petrobras está fazendo projetos e acompanhando o processo.
“Estamos esperando a liberação da área. Uma refinaria é uma indústria complexa que precisa de um tempo de seis a sete anos para a construção. Não é de uma hora para outra”, destacou em coletiva a imprensa ontem no Rio de Janeiro
Questionado se o Ceará poderia perder a refinaria se não conseguisse a liberação da área de instalação a tempo, Gabrielli foi enfático. “Não se trata de ganhar ou perder.
Não estamos falando de um prêmio que o Ceará vai receber. O estado vai ter uma refinaria porque é o melhor lugar para localizar o empreendimento”, rebateu.
O representante da Petrobras disse ainda que a construção de refinarias é muito importante para acompanhar o crescimento da produção de petróleo no País.
“Investir em refinarias é necessário para equilibrar produção de petróleo com refino”, destacou.
De acordo com informações publicadas no blog do jornalista Eliomar de Lima, a Petrobras já designou um gerente para acompanhar o desenvolvimento do projeto de instalação da refinaria Premium do Ceará.
O trabalho começou pela parte de desapropriações de área no Complexo do Pecém. A informação é do procurador-geral do Estado, José Leite Jucá.
Histórico
A expectativa da Petrobras é de chegar a 3,4 milhões de barris por dia de refino até 2020. Para isso, segundo Gabrielli, vai ser necessária a construção de mais refinarias.
Gabrielli lembrou que, em 1980, o Brasil produzia 181 mil barris de petróleo por dia e refinava 1,3 milhão de barris diários. Para complementar o volume necessário, o país importava petróleo de países como Índia, Argélia, Arábia Saudita, Iraque e Irã.
Em 2009, a produção nacional cresceu para 1,9 milhão de barris diários e nenhuma refinaria foi construída.
“Ficamos sem investimento em refino por 30 anos e nesse período do mercado brasileiro cresceu” .
PERDAS
Em dois dias marcados por intensa boataria entre operadores do mercado financeiro e pelos efeitos de relatórios bancários desfavoráveis para o comportamento de suas ações, a Petrobras perdeu R$ 24,9 bilhões de valor em bolsa.
A queda foi de 7,5% em relação ao que a empresa valia na segunda-feira.
Naquela ocasião, contabilizados os ganhos do fechamento da oferta suplementar da capitalização, a empresa bateu R$ 380,82 bilhões em bolsa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a companhia ocupará a primeira colocação no ranking mundial, entre seus pares internacionais.
Fonte: O Povo Online (CE)/Teresa Fernandes







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