Dando continuidade ao processo de modernização da Refinaria Henrique Lage (Revap), iniciado em 2006, foi realizada, na última segunda-feira, dia 18, a inauguração de duas novas unidades. Na cerimônia, que contou com a presença do presidentes Lula e José Sergio Gabrielli, da Petrobras, entraram em funcionamento as unidades de Coque e de Hidrotratamento de Diesel da refinaria, localizada em São José dos Campos, São Paulo.
Hoje, a Revap já conta com investimentos de US$ 3,5 bilhões aplicados na modernização da refinaria que data de 1980 e tem capacidade média de refino de 252 mil barris por dia. A nova unidade de Coque é responsável por converter o óleo combustível em Gás Liquefeito de Petróleo (GLP, conhecido como gás de cozinha), nafta, gasolina, diesel e coque de petróleo. Já a área de Hidrotratamento vai produzir derivados de alta qualidade e baixo teor de enxofre, como o Diesel S-50.
A Revap é responsável por 14% da produção de derivados de petróleo do país, atendendo a demanda do Vale do Paraíba, Sul de Minas Gerais, Litoral Norte de São Paulo, Sul Fluminense, parte da grande São Paulo e dos estados do Centro-Oeste. Durante a inauguração das novas unidades, o presidente da Petrobras ressaltou a flexibilidade do atual sistema de refino no Brasil. “Esta refinaria representa uma nova etapa da Petrobras. De um lado, a unidade de coque permite processar mais petróleo pesado, produzindo mais diesel. Por outro lado, também avançamos com o hidrotratamento na redução de enxofre da nossa produção. Além disso, daremos mais flexibilidade ao sistema adaptando a produção de diesel e gasolina às necessidades do mercado brasileiro”, afirmou Gabrielli.
Exportações
A cerimônia em São José dos Campos, graças à presença do presidente Lula e à proximidade do segundo turno das eleições, foi cercada de demonstrações de cunho político. Entre aplausos dos trabalhadores, o governante afirmou que os investimentos da Petrobras em refinarias irá levar o Brasil ao caminho da exportação de derivados. “Há sete anos que a Petrobras está investindo US$ 23 bilhões para modernizar suas refinarias para que a gente possa não apenas exportar o petróleo cru, mas óleo diesel já refinado com 50 ou até 10 ppm”, disse Lula.
Em entrevista ao Nicomex Notícias, o especialista Everton Carlos Gomes, professor da Petroquallity, provedora de treinamentos do setor, concorda com o presidente Lula, mas com ressalvas. “É um caminho possível para o Brasil (exportar derivados), mas não é para hoje, talvez para daqui a 10 anos, pois primeiro precisamos investir em mais tecnologias, fazer com que o pré-sal deixe de ser somente uma reserva ainda inexplorada e aumentar a capacidade de refino das nossas refinarias”, afirma Everton.
Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br
A Revap é responsável por 14% da produção de derivados de petróleo do país, atendendo a demanda do Vale do Paraíba, Sul de Minas Gerais, Litoral Norte de São Paulo, Sul Fluminense, parte da grande São Paulo e dos estados do Centro-Oeste. Durante a inauguração das novas unidades, o presidente da Petrobras ressaltou a flexibilidade do atual sistema de refino no Brasil. “Esta refinaria representa uma nova etapa da Petrobras. De um lado, a unidade de coque permite processar mais petróleo pesado, produzindo mais diesel. Por outro lado, também avançamos com o hidrotratamento na redução de enxofre da nossa produção. Além disso, daremos mais flexibilidade ao sistema adaptando a produção de diesel e gasolina às necessidades do mercado brasileiro”, afirmou Gabrielli.
Exportações
A cerimônia em São José dos Campos, graças à presença do presidente Lula e à proximidade do segundo turno das eleições, foi cercada de demonstrações de cunho político. Entre aplausos dos trabalhadores, o governante afirmou que os investimentos da Petrobras em refinarias irá levar o Brasil ao caminho da exportação de derivados. “Há sete anos que a Petrobras está investindo US$ 23 bilhões para modernizar suas refinarias para que a gente possa não apenas exportar o petróleo cru, mas óleo diesel já refinado com 50 ou até 10 ppm”, disse Lula.
Em entrevista ao Nicomex Notícias, o especialista Everton Carlos Gomes, professor da Petroquallity, provedora de treinamentos do setor, concorda com o presidente Lula, mas com ressalvas. “É um caminho possível para o Brasil (exportar derivados), mas não é para hoje, talvez para daqui a 10 anos, pois primeiro precisamos investir em mais tecnologias, fazer com que o pré-sal deixe de ser somente uma reserva ainda inexplorada e aumentar a capacidade de refino das nossas refinarias”, afirma Everton.
Por Matheus Franco
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