A última semana no setor petrolífero começou com a notícia de seis meses após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, que provocou o maior acidente ambiental da história dos Estados Unidos, o grupo petrolífero britânico BP informou na terça-feira que voltou a ser lucrativo. A companhia encerrou o terceiro trimestre deste ano com lucro líquido de US$ 1,8 bilhão, após amargar um prejuízo de US$ 17 bilhões nos três meses anteriores.
O resultado representa, no entanto, uma queda de 66% sobre o lucro de US$ 5,3 bilhões do mesmo período do ano passado, antes da explosão da plataforma que matou 11 pessoas no Golfo do México. Segundo a BP, o lucro foi possível graças à valorização do preço do barril de petróleo, menores depreciações (termo contábil para a desvalorização de bens de uma empresa) e menos impostos pagos. Concorrentes diretos da BP também apresentaram bons balanços no período, como Exxon Mobil e Royal Dutch Shell.
Na quinta-feira, dia 03, foi noticiado no Jornal O Globo, que de olho no quinhão que a riqueza do pré-sal pode render à indústria brasileira, um grupo de empresários e entidades de classe se organizou num movimento para debater e estruturar propostas de valorização do conteúdo local no fornecimento de produtos e serviços ao setor de óleo e gás. Semana passada, quando esteve no Rio, o presidente Lula recebeu a primeira cópia do “Manifesto pela valorização do conteúdo nacional”. O texto, agora, integra um site que será alimentado diariamente por artigos e projetos sobre o tema.
Marcelo Bueno, da empresa alemã Schulz, é co-líder do grupo, que já recebeu adesão de Abitam (da indústria de tubos metálicos), Sinaval, Sobena, Bend, ArcelorMittal, Villares, estaleiros fluminenses, além das prefeituras e dos sindicatos de metalúrgicos de Campos e Niterói. “O que for consolidado será enviado à presidência da Petrobras, aos governos e a parlamentares. Há várias ações de apoio à indústria nacional que não dependem de nova legislação, mas de adequação de regras já existentes. A indústria não quer proteção ou fechamento de mercado, que isonomia”, diz Abreu. Um dos pontos são as auditorias de aferição de conteúdo nacional. Os fabricantes brasileiros são visitados a cada seis meses; os estrangeiros só precisam enviar documentos, afirma o executivo.
Quase fechando a semana, a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), braço da empreiteira Queiroz Galvão na área de petróleo e gás, pediu aprovação da Comissão de Valores Mobiliários para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A oferta - que inclui a emissão de ações novas (primária) e a venda de papéis detidos pelos atuais sócios (secundária), será coordenada pelo Itaú BBA - em parceria com o BTG Pactual e o Bank of America Merrill Lynch. A companhia apresenta-se como a maior de controle privado brasileiro no setor de petróleo e gás, em termos de produção diária em barris equivalentes de petróleo no país, segundo dados divulgados pela ANP em dezembro de 2009.
Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br
O resultado representa, no entanto, uma queda de 66% sobre o lucro de US$ 5,3 bilhões do mesmo período do ano passado, antes da explosão da plataforma que matou 11 pessoas no Golfo do México. Segundo a BP, o lucro foi possível graças à valorização do preço do barril de petróleo, menores depreciações (termo contábil para a desvalorização de bens de uma empresa) e menos impostos pagos. Concorrentes diretos da BP também apresentaram bons balanços no período, como Exxon Mobil e Royal Dutch Shell.
Na quinta-feira, dia 03, foi noticiado no Jornal O Globo, que de olho no quinhão que a riqueza do pré-sal pode render à indústria brasileira, um grupo de empresários e entidades de classe se organizou num movimento para debater e estruturar propostas de valorização do conteúdo local no fornecimento de produtos e serviços ao setor de óleo e gás. Semana passada, quando esteve no Rio, o presidente Lula recebeu a primeira cópia do “Manifesto pela valorização do conteúdo nacional”. O texto, agora, integra um site que será alimentado diariamente por artigos e projetos sobre o tema.
Marcelo Bueno, da empresa alemã Schulz, é co-líder do grupo, que já recebeu adesão de Abitam (da indústria de tubos metálicos), Sinaval, Sobena, Bend, ArcelorMittal, Villares, estaleiros fluminenses, além das prefeituras e dos sindicatos de metalúrgicos de Campos e Niterói. “O que for consolidado será enviado à presidência da Petrobras, aos governos e a parlamentares. Há várias ações de apoio à indústria nacional que não dependem de nova legislação, mas de adequação de regras já existentes. A indústria não quer proteção ou fechamento de mercado, que isonomia”, diz Abreu. Um dos pontos são as auditorias de aferição de conteúdo nacional. Os fabricantes brasileiros são visitados a cada seis meses; os estrangeiros só precisam enviar documentos, afirma o executivo.
Quase fechando a semana, a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), braço da empreiteira Queiroz Galvão na área de petróleo e gás, pediu aprovação da Comissão de Valores Mobiliários para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A oferta - que inclui a emissão de ações novas (primária) e a venda de papéis detidos pelos atuais sócios (secundária), será coordenada pelo Itaú BBA - em parceria com o BTG Pactual e o Bank of America Merrill Lynch. A companhia apresenta-se como a maior de controle privado brasileiro no setor de petróleo e gás, em termos de produção diária em barris equivalentes de petróleo no país, segundo dados divulgados pela ANP em dezembro de 2009.
Por Bruno Hennington
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