Começa o primeiro alcoolduto do mundo

A Petrobras inicia nesta terça-feira (23), as obras do Sistema Integrado de Transporte de Etanol da PMCC, primeiro alcoolduto do mundo. A empresa receberá investimentos de mais de R$ 5,7 bilhões e terá mais de 850 km de extensão, atravessando 45 municípios e ligando as principais regiões produtoras de etanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso à Refinaria de Paulínia (Replan), em Paulínia (SP).

Parte deste sistema integrado será composto por um etanolduto de longa distância, entre as regiões de Jataí (GO) e Paulínia, de acordo com nota divulgada pela Petrobras. Quando concluído, o projeto terá capacidade instalada de transporte de até 21 milhões de metros cúbicos de etanol anuais.

Primeiro trecho
O início do primeiro trecho, de 202 quilômetros entre Ribeirão Preto e Paulínia, ocorre nesta terça, em cerimônia na cidade do interior paulista que é o principal pólo produtor do combustível do país. No evento, que contará com as presenças do presidente Lula e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, serão assinados contratos e o Termo de Compromisso entre Petrobras, Camargo Corrêa, Copersucar, Cosan, Odebrecht Transport Participações e Uniduto para a constituição de uma associação visando dar continuidade à implementação do sistema.

A maior parte do sistema será construída utilizando as áreas de passagem de dutos já existentes e será integrado ao sistema de transporte hidroviário na bacia Tietê-Paraná. Os comboios de transporte, compostos pelas barcaças de cargas e os barcos empurradores, serão construídos e operados pela Transpetro. A combinação dos modais dutoviário e hidroviário do sistema Tietê-Paulínia garantirá uma melhor racionalização do processo de transporte do etanol, com os menores custos possíveis.

Cronograma
O primeiro trecho do duto iniciará a operação entre junho e agosto de 2012 e custará R$ 800 milhões. Seis meses depois, outro trecho, de Ribeirão Preto a Uberaba (MG), também escoará etanol. Após o início da operação na cidade mineira, no terceiro trimestre de 2013, a PMCC espera inaugurar um braço do alcoolduto entre Anhembi (SP) e Paulínia. Esse ramal, de 110 quilômetros - 60 quilômetros dos quais na faixa do gasoduto Brasil-Bolívia - irá receber o combustível carregado por 80 barcaças pela hidrovia Tietê-Paraná a partir de Araçatuba (SP). Nas duas cidades, haverá centros coletores de etanol.

Em 2012 deve ser iniciado outra parte do duto, entre Paulínia e São José dos Campos, no qual o etanol seguirá por outros dutos já existentes no Rio de Janeiro, até que o trecho final do empreendimento, ligando a cidade do Vale do Paraíba aos portos, seja finalizado. A obra prevê ainda um novo ramal entre Jataí e Itumbiara (GO), passando por Quirinópolis, para captar o combustível produzido na região.

A obra deve escoar 21 bilhões de litros de etanol, volume próximo à produção atual do Centro-Sul do país e prevê ainda a construção de tanques para armazenar 550 milhões de litros do combustível nas regiões dos pontos coletores. As tarifas de transporte do etanol ficarão entre 50% e 90% do custo da cobrada pelos caminhões tanque.

BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o principal agente financeiro dos R$ 5,7 bilhões previstos de investimento. "Pedimos o máximo de financiamento possível, mas o valor (liberado) depende do setor e do índice de nacionalização, que deve ser próximo aos 100%", disse o presidente da PMCC, Alberto Guimarães.

Os pedidos de recursos junto ao BNDES serão feitos por trechos do alcoolduto e o valor ainda está em fase de negociação com o banco de fomento. "Queremos o máximo", reafirmou.

Mudança
Guimarães explicou que a PMCC, empresa inicialmente formada pela Petrobras, pela trading Mitsui e pela Camargo Correa, mudará de nome em até 60 dias. Além da saída da Mistui, que não viabilizou os planos de exportar etanol ao Japão, a PMCC conseguiu se unir a outras empresas que tinham projetos de dutos em um único empreendimento.

Com isso, o desenho societário da PMCC tem a Petrobras, Cosan/Shell , Copersucar e Odebrecht/ETH, com 20% cada, a Uniduto e a Camargo Corrêa, com 10% cada. As empresas assinarão também o contrato de associação entre elas.

O projeto previa a exportação prioritária de etanol, mas com o crescimento do mercado interno e a disparada nas vendas de veículos flex fuel, o consumo local será a meta principal da obra.

Entre 2014 e 2015, quando todo o sistema estiver finalizado e os dutos estiverem cheios de etanol, será possível ao produtor entregar o combustível em Goiás e o cliente recebê-lo em Paulínia em 48 horas. "Haverá um sistema único de segregação de qualidade do combustível, com um produto qualificado já na captação", concluiu Guimarães.

Fonte: POWER

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