A brasileira Etesco apresentou o menor preço nos dois pacotes da concorrência da Petrobras destinada ao afretamento de sondas de perfuração para 3.000 m com exigência de construção no Brasil. A proposta apresentada foi de US$ 639,9 mil (taxa diária) e mais US$ 25,6 milhões de mobilização para duas semissubmersíveis e mais a proposta de US$ 648,3 mil (taxa diária) e US$ 25,9 milhões (mobilização) para dois navios-sonda. A proposta do grupo prevê a construção dos navios-sonda no estaleiro OSX e das semissubmersíveis no Fels.
Disputou também navios-sondas a Saipem – US$ 740 mil (taxa diária) e US$ 22,5 milhões (mobilização) –, com proposta para quatro unidades. O pacote das semissubmersíveis foi disputado pela Queiroz Galvão – US$ 677 mil (taxa diária) e US$ 23,695 milhões (mobilização) – e pela Petroserv, US$ 690 mil (taxa diária) e US$ 31,6 milhões (mobilização). Os dois grupos usariam o Brasfels para construir as unidades.
A Petrobras só deverá divulgar a classificação oficial do processo na próxima semana e provavelmente chamará as empresas para negociar os valores. Os proponentes terão cinco dias para entrar com recurso. A petroleira não revela quantas unidades serão contratadas. O prazo de afretamento do contrato é de dez anos com possibilidade de renovação por mais dez.
O preço apresentado no processo está acima da média praticada no mercado, na faixa dos US$ 500 mil/dia para unidades de águas profundas. A Ocean Valor, da Diamond, por exemplo, foi contratada pela Petrobras por US$ 450 mil/dia. Os valores de mobilização, por sua vez, são compatíveis com unidades construídas no exterior para operação no Brasil, portanto também considerados altos. A média atual das licitações da Petrobras está entre US$ 27 milhões e US$ 35 milhões.
O EnergiaHoje apurou que o mercado dá como certo o cancelamento da licitação de afretamento, em função dos altos preços apresentados. A expectativa é que a Petrobras compense o cancelamento na licitação para a construção de sondas, negociando o preço com os proponentes e contratando um número maior de unidades.
Fonte: Energia Hoje








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