A distribuidora Gaspisa, do Piauí, voltou a ter esperança que o gasoduto Meio Norte vá finalmente sair do papel, após a descoberta da OGX na Bacia do Parnaíba, e trabalha com a possibilidade de iniciar em 2013 o fornecimento e gás para o mercado industrial e automotivo no estado. A companhia retomou as negociações com potenciais clientes e já tem planos de que no primeiro ano de operações, logo após a inauguração do gasoduto, o mercado piauiense atinja os 70 mil m3/d.
“A descoberta da OGX e a retomada das atividades de exploração da Petrobras no Maranhão trouxeram uma nova perspectiva para o projeto”, explica Fábio Amorim, diretor administrativo da Gaspisa, que detém 5% de participação no gasoduto. O executivo conta que, com a confirmação das descobertas da petroleira do grupo EBX na região, o projeto do gasoduto poderá ser dividido em duas etapas e agilizar o fornecimento para o Piauí.
Isso porque o potencial de gás encontrado pela OGX em Capinzal do Norte (MA), se confirmado, deverá mudar a fonte de suprimento para Teresina. Se antes o projeto previa levar gás de Pecém (CE) para o Maranhão e Piauí, agora a fonte para os piauienses poderá passar a ser o próprio Maranhão, estado vizinho.
A ideia seria construir inicialmente cerca de 450 km para conectar os dois estados, com previsão de entrega para novembro de 2012, caso as obras do Meio Norte comecem no primeiro semestre 2011, como previsto. Se a fonte de suprimento continuasse a ser Pecém, a distância para o Piauí seria de quase 600 km, o que aumentaria o tempo de execução do projeto.
O diretor destaca, no entanto, que o está em jogo é a fonte de suprimento do gasoduto, e não o seu projeto. Amorim lembra que o Ceará já negocia com a OGX para que o gás do Parnaíba também chegue ao estado e que a segunda metade do gasoduto, para o Ceará, continua nos planos da Transportadora do Meio Norte, composta pela Termogás (45%), Gaspetro (45%), Gaspisa (5%) e Gasmar (5%). O que mudaria, na prática, seria a ordem de construção do gasoduto. Ao invés de iniciar o projeto no sentido do Ceará para Maranhão, o gasoduto seria construído do Maranhão para Piauí e, num segundo momento, do Piauí para o Ceará.
O Meio Norte possui hoje todas as licenças e autorização para construção. O gasoduto, no entanto, ainda depende da liberação dos recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que os mercados potenciais do Maranhão e Piauí não justificam a construção do duto. “Esperamos retomar as negociações com o governo agora, depois das eleições, e acreditamos que a CDE saia em breve”, comenta Amorim.
Segundo o diretor, o Piauí tem um mercado potencial da ordem de 500 mil m3/d. Em 2013, a distribuidora espera fornecer 40 mil m3/d para o segmento industrial e 30 mil m3/d para postos GNV. No ano seguinte, a Gaspisa estuda iniciar o fornecimento para a Suzano Papel e Celulose, cujo potencial de demanda é de 180 mil m3/d.
Fonte: Energia Hoje








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