Embaladas pelo sucesso da capitalização da Petrobras, outras empresas de petróleo têm ditado um novo ritmo para a dinâmica do setor. Trata-se dos IPOs, sigla para oferta pública inicial (Initial Public Offers, em inglês), movimento cada vez mais comum nas Bolsas de Valores, e que tem proporcionado um bom caminho para as aplicações dos investidores. Recentemente, Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), Norskan Offshore e Karoon Petróleo e Gás, já anunciaram a intenção de relizar IPOs, decisão já tomada pela HRT Participações, que captou R$ 2,6 bilhões.
A realização de IPOs se enquadra no cenário nacional no qual a exploração do pré-sal surge como o principal desafio da indústria petrolífera. Para desbravar essa nova fronteira, as empresas precisam se planejar e, para isso, a oferta de ações se torna uma forma de captar dinheiro para novos projetos. Em suma, esse movimento na Bolsa sempre aparece como uma maneira de viabilizar um investimento que necessita de capital.
Entrevistado pelo Nicomex Notícias, o diretor da Título Corretora, Marcio Cardoso, explica a mecânica dos IPOs. “Imagine se você é dono de uma empresa e vem ao mercado vender parte de suas ações em determinado momento. O mercado pode enxergar aquilo apenas como uma saída para você que é acionista. Então, o correto quando se está fazendo uma oferta pública inicial é que a totalidade ou a maior parte dos recursos seja colocado diretamente na empresa para investimentos que se deseja fazer”, diz Marcio.
Quanto à profusão de petrolíferas se aventurando no mercado de ações, o especialista cita o tamanho da oferta da Petrobras para explicar esse cenário. Para ele, as ambições da estatal no pré-sal estão alavancando todo o setor. “A Petrobras tem uma expectativa de investimento para a prospecção na camada de pré-sal relevante para os próximos anos e, com certeza, todas essas empresas periféricas ou que estão de alguma forma ligadas ao negócio devem estar necessitando de capital para acompanhar a velocidade dos investimentos que a estatal vem fazendo”, analisa o diretor da Título Corretora.
Cenário
Se a HRT obteve R$ 2,6 bilhões com seu IPO, a Karoon Petróleo e Gás – controlada pela australiana de mesmo nome – pretende levantar R$ 1,772 bilhão na Bolsa. Já a Queiroz Galvão Exploração e Produção não quer perder tempo e pediu aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar sua oferta pública inicial de ações. Nesse âmbito, Marcio Cardoso explica que, se a taxa de juros é muito alta, o investidor vai preferir colocar o dinheiro na taxa do que comprar ações. “A contrapartida é que se tem um cenário com a taxa de juros que permite que o investidor possa tomar dinheiro no mercado, acreditando que o custo dessa operação é menor do que ir ao banco. Ele está aproveitando esse momento”, diz o especialista, avaliando o cenário econômico brasileiro.
Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnotícias.com.br
Entrevistado pelo Nicomex Notícias, o diretor da Título Corretora, Marcio Cardoso, explica a mecânica dos IPOs. “Imagine se você é dono de uma empresa e vem ao mercado vender parte de suas ações em determinado momento. O mercado pode enxergar aquilo apenas como uma saída para você que é acionista. Então, o correto quando se está fazendo uma oferta pública inicial é que a totalidade ou a maior parte dos recursos seja colocado diretamente na empresa para investimentos que se deseja fazer”, diz Marcio.
Quanto à profusão de petrolíferas se aventurando no mercado de ações, o especialista cita o tamanho da oferta da Petrobras para explicar esse cenário. Para ele, as ambições da estatal no pré-sal estão alavancando todo o setor. “A Petrobras tem uma expectativa de investimento para a prospecção na camada de pré-sal relevante para os próximos anos e, com certeza, todas essas empresas periféricas ou que estão de alguma forma ligadas ao negócio devem estar necessitando de capital para acompanhar a velocidade dos investimentos que a estatal vem fazendo”, analisa o diretor da Título Corretora.
Cenário
Se a HRT obteve R$ 2,6 bilhões com seu IPO, a Karoon Petróleo e Gás – controlada pela australiana de mesmo nome – pretende levantar R$ 1,772 bilhão na Bolsa. Já a Queiroz Galvão Exploração e Produção não quer perder tempo e pediu aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar sua oferta pública inicial de ações. Nesse âmbito, Marcio Cardoso explica que, se a taxa de juros é muito alta, o investidor vai preferir colocar o dinheiro na taxa do que comprar ações. “A contrapartida é que se tem um cenário com a taxa de juros que permite que o investidor possa tomar dinheiro no mercado, acreditando que o custo dessa operação é menor do que ir ao banco. Ele está aproveitando esse momento”, diz o especialista, avaliando o cenário econômico brasileiro.
Por Matheus Franco
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