O Instituto de Estudos Científicos Ambientais (IECA) negocia com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro o desenvolvimento de tecnologia de processamento de pinhão-manso para a planta de bio-óleo que o instituto planeja instalar no município de Tanguá (RJ). A planta deve contar com uma central de cogeração que produzirá entre 30 e 50 MW/mês, a partir da biomassa do pinhão-manso e do capim elefante. A entrada em operação é prevista para julho de 2011. A usina é parte do projeto Serra Mar, orçado em R$ 60 milhões.
A energia será fornecida a cooperativas de eletrificação e as sobras, liquidadas no mercado spot, conta o presidente do IECA, Roberto Sá. “Essa será a alternativa para as sobras do que forneceremos por contrato por meio das cooperativas de eletrificação rural com quem nos relacionamos no estado”, conta Sá.
A matéria-prima será produzida por cerca de 10.500 produtores familiares que, hoje, mantêm aproximadamente 40 mil ha de pinhão-manso plantados nos municípios fluminenses de Cachoeiras de Macacu, Itaboraí, Casimiro de Abreu, Tanguá e Silva Jardim. O capim elefante está sendo cultivado em Nova Friburgo.
Os cerca de 80 milhões de litros de bio-óleo que deverão ser produzidos por ano pela usina serão destinados a cooperativas de agricultores brasileiros e ao mercado externo. “Holanda e países do Oriente Médio, cuja agricultura é relativamente fraca, são potenciais compradores”, afirma Roberto Sá. Ele informa que a maior parte do insumo deve ser usada com fins combustíveis.
Fonte: Energia Hoje







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