A Schlumberger inaugurou nesta terça-feira (16/11) o primeiro centro de pesquisa global da empresa no Brasil, no Parque Tecnológico do Fundão, no Rio de Janeiro (RJ). A unidade começa a operar com um conjunto de projetos contratados pela Petrobras, que inclui pesquisas nas áreas de Geofísica, Petrofísica, Geomecânica, Engenharia de Reservatório e Construção de Poço. O trabalho é voltado para reservatórios em carbonatos e em lâmina d’água de 2.000 metros.
A instalação conta com laboratórios dedicados ao estudo de fluidos de poço, avaliação de rocha e para processos de estimulação e cimentação. O centro ainda possui núcleos voltados ao desenvolvimento de softwares de exploração e para integração de dados sísmicos e dados de reservatório.
Segundo o gerente geral do Centro, Attílio Pisoni, a unidade será importante para revelar o potencial do pré-sal, que ainda está longe de ser entendido. “Vamos estudar todo o processo, desde a caracterização do campo até a completação e recuperação”, adiantou.
Para o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a iniciativa da Schlumberger acontece em um momento oportuno, quando a procura por áreas para instalação de centros voltados para a pesquisa na área de petróleo no Parque Tecnológico do Fundão é intensa. “A transferência dessa tecnologia vai resultar na maior concentração de conhecimento científico em águas profundas no mundo”, apostou.
O CEO da Schlumberger, Andrew Gould, justificou o investimento no centro pelas especificidades do pré-sal. “A recuperação nos reservatórios do pré-sal é muito complexa e demanda mudanças fundamentais de conhecimento”, salientou.
Já o reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, destacou o projeto como um marco no relacionamento entre a indústria e a academia. “Esse projeto tem uma importância imensa, pois promove a integração orgânica da universidade e o desenvolvimento do sistema produtivo do país”, avaliou.
O centro possui 10 mil m2 e é a primeira instalação da Schlumberger desse tipo no hemisfério sul. A unidade foi projetada para abrigar até 300 cientistas, engenheiros e técnicos, que trabalharão em grupos multidisciplinares e colaborativos.
Fonte: Energia Hoje








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