Unitização em pauta na OGX

A OGX analisa a possibilidade dos prospectos de Carambola (MRK-3), no bloco BM-C-37, e Pipeline, no BM-C-41, possuírem reservatórios conectados. A OGX possui 100% da primeira área e a segunda é operada pela Maersk, com 50% de participação.

“É possível, mas ainda não temos certeza se são acumulações no mesmo nível”, afirmou o diretor geral e de Exploração e Produção da empresa, Paulo Mendonça. Nos últimos meses os testes feitos pela empresa reforçam cenário de conectividade entre o OGX-15 e os prospectos Etna e Pipeline, todos 100% OGX.

A empresa espera realizar nos próximos meses seis testes de formação em prospectos na Bacia de Campos. No terceiro trimestre do ano, a companhia fez testes de formação nos poços OGX-14 (Peró), OGX-18 (Ingá) e OGX-16 (Califônia). A petroleira inicia no próximo mês a perfuração no OGX-25.

Na Bacia de Santos, a empresa trabalha em quatro poços (OGX-17 ,OGX-19, OGX-23 e OGX-24). A petroleira ainda avalia se os indícios constatados até agora são gás e condensado ou se são gás e óleo leve. A previsão é perfurar 15 poços na região.

Está previsto para dezembro o início da perfuração na Bacia do Pará-Maranhão, onde possui a concessão em cinco blocos. No início de 2011 a petroleira começa perfuração na Bacia do Espírito Santo, onde participa em cinco áreas, em parceria com a Perenco (operadora). A OGX, contudo, não informou quantos poços serão perfurados ou qual é a data exata de início das atividades nesta bacia.

Atualmente, a petroleira tem quatro sondas em operação e espera receber mais uma no início do próximo ano.

Produção
A OGX mantém para o início de 2011 sua primeira produção de petróleo, que se dará por meio do TLD no prospecto Waimea, no bloco BM-C-41. A empresa informa que já garantiu os itens críticos para o início das atividades, entre eles o FPSO OSX-1, que passa por reparos em Cingapura. A contratação do segundo FPSO ainda depende de outros fatores.

No terceiro trimestre de 2010, a petroleira teve prejuízo de R$ 199 milhões, aumentando as perdas em 229% em relação a um ano antes. O resultado foi impactado pelo aumento da despesa financeira líquida na comparação entre trimestres e pelo crescimento das despesas gerais e administrativas com a ampliação do quadro de funcionários entre os dois anos. A empresa ainda não gera caixa operacional, pois ainda não iniciou produção.

Fonte: Energia Hoje

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