A Braskem dá nesta terça-feira, 7, um importante passo para se firmar entre as grandes fornecedoras de empresas que vão explorar petróleo na camada do pré-sal. A companhia assina com o governo baiano convênio de estímulo à inovação tecnológica que inclui a instalação, em Camaçari, de planta-piloto para a fabricação de produto inédito no País, fruto de quatro anos de pesquisa da petroquímica: uma fibra de altíssima resistência, batizada de Utec. Com a unidade piloto, a Braskem terá capacidade de produzir material suficiente para ser testado pela Petrobrás e outras empresas interessadas no pré-sal. A ideia da petroquímica é, no futuro, construir uma fábrica de fibra Utec no País. Além do pré-sal, o material tem potencial para ser usado também pelas forças armadas e pela polícia, por quem a fibra seria utilizada em proteções balísticas de coletes e veículos blindados.
O desenvolvimento da fibra Utec representa mais uma etapa dos avanços tecnológicos que cercam a exploração do pré-sal na costa brasileira. De acordo com o diretor de Inovação e Tecnologia da Braskem, Luís Cassinelli, o produto desenvolvido com base no polietileno de ultra-alto peso molecular (chamado de Utec) será utilizado na fabricação de cordas usadas na ancoragem de plataformas. "Decidimos fazer o processo para a fabricação de um fio que é trançado e então utilizado como corda." Por ser um produto de alta resistência e confiabilidade, a fibra Utec deverá ser usada principalmente em plataformas para o pré-sal, área de ultra profundidade que exigirá tecnologias específicas para sua exploração. "O pré-sal trouxe necessidades diferentes que nos obrigam a customizar esse produto", destaca o gerente de Projetos Especiais da Braskem, Claudio Villas Boas.
Além da atividade de exploração do pré-sal, a tecnologia deverá ser incorporada ao segmento de proteção balística. Atualmente todas as soluções de blindagem e colete existentes no País são importadas dos Estados Unidos e da Europa, onde o produto é feito especificamente para as condições locais. "O Brasil, por exemplo, tem um clima mais quente do que essas regiões, por isso o material precisa ser mais leve", diz Villas Boas. "Buscamos desenvolver o produto especificamente para as necessidades brasileiras", explica.
Fonte: Estadão Online
Além da atividade de exploração do pré-sal, a tecnologia deverá ser incorporada ao segmento de proteção balística. Atualmente todas as soluções de blindagem e colete existentes no País são importadas dos Estados Unidos e da Europa, onde o produto é feito especificamente para as condições locais. "O Brasil, por exemplo, tem um clima mais quente do que essas regiões, por isso o material precisa ser mais leve", diz Villas Boas. "Buscamos desenvolver o produto especificamente para as necessidades brasileiras", explica.
Fonte: Estadão Online







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