A explosão que provocou o enorme vazamento de petróleo no Golfo do México no ano passado foi um desastre que poderia ter sido evitado. Segundo relatório da Comissão Nacional dos Estados Unidos divulgado hoje, o acidente resultou de falhas administrativas da British Petroleum (BP) e de suas companhias parceiras. No entanto, o acidente também refletiu falhas sistêmicas de companhias do setor de petróleo e órgãos reguladores em lidar com os riscos da exploração em águas profundas.
A comissão presidencial criticou duas prestadoras de serviços da BP - as gigantes do setor de petróleo Transocean e Halliburton - por falhas que contribuíram para o pior vazamento da história dos EUA e para a explosão que matou 11 trabalhadores. O relatório completo sobre o caso deve ser divulgado pela comissão na próxima semana. Para a comissão presidencial, a BP fez um trabalho ruim ao avaliar os riscos associados a suas decisões e fracassou em se comunicar adequadamente com pessoas de fora e com seus próprios empregados. No entanto, os reguladores federais, segundo a apuração, não tinham treinamento e pessoal capacitado para a função de monitorar adequadamente essa indústria.
O relatório critica ainda a BP por seguidas alterações no design da plataforma e afirma que a companhia não "identificou adequadamente nem tratou dos riscos" criados pelas mudanças. O relatório ainda ecoa as críticas da BP à Halliburton, afirmando que a vedação de cimento que poderia ter impedido que o gás entrasse no poço não funcionou. A comissão critica a Halliburton pelo que considera um fracasso da companhia em reavaliar imediatamente o cimento usado no poço e em alertar a BP após testes indicarem que a mistura estava instável. A comissão também critica a Transocean por não detectar sinais de problemas e não comunicar a suas equipes lições de problemas similares ocorridos em uma plataforma da companhia no Mar do Norte, quatro meses antes do acidente no Golfo do México.
Fonte: Estadão Online
O relatório critica ainda a BP por seguidas alterações no design da plataforma e afirma que a companhia não "identificou adequadamente nem tratou dos riscos" criados pelas mudanças. O relatório ainda ecoa as críticas da BP à Halliburton, afirmando que a vedação de cimento que poderia ter impedido que o gás entrasse no poço não funcionou. A comissão critica a Halliburton pelo que considera um fracasso da companhia em reavaliar imediatamente o cimento usado no poço e em alertar a BP após testes indicarem que a mistura estava instável. A comissão também critica a Transocean por não detectar sinais de problemas e não comunicar a suas equipes lições de problemas similares ocorridos em uma plataforma da companhia no Mar do Norte, quatro meses antes do acidente no Golfo do México.
Fonte: Estadão Online







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