O grupo dinamarquês Moeller-Maersk informou na semana passada que pagará 2,4 bilhões de dólares pela parte brasileira da empresa sul-coreana SK Energy. Em nota, a companhia explicou que o negócio lhe dará acesso às promissoras reservas de petróleo brasileiras, vistas como algumas das maiores e mais importantes do mundo nos próximos anos. O acordo inclui as reservas de Polvo, Wahoo e Itaipu, das quais a Maersk possuirá 40%, 20% e 27%, respectivamente. Para a companhia, a compra reforça a posição do país como uma das regiões mais atraentes para a exploração e produção de petróleo.
Esse investimento vai contribuir significativamente para repor as reservas da Maersk Oil no longo prazo, expande a posição da companhia em uma das regiões mais atrativas para a indústria de exploração e produção (de petróleo), disse, em comunicado, o presidente do grupo Maersk, Nils S. Andersen. A empresa tem participações em blocos exploratórios no Brasil, alguns deles em parceria com a OGX. Com a compra da SK Brasil, além de fatia no campo produtor de Polvo, operado pela Devon, consegue participações nos blocos BM-C-30 e BM-C-32, na Bacia de Campos, onde Anadarko e Devon têm descobertas do pré-sal, ainda em avaliação.
Operações de aquisições de ativos petrolíferos no Brasil ganharam força este ano e somam quase US$ 20 bilhões após o anúncio da Maersk. O valor inclui os US$ 7 bilhões pagos pela British Petroleum (BP) para comprar campos da Devon no Brasil e no Cazaquistão, negócio ainda não aprovado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Por meio desse tipo de operação, as gigantes chinesas Sinopec e Sinochem garantiram acesso a reservas brasileiras, em negócio fechado com a Repsol e Statoil.
Petrolíferas têm US$ 90 bi à venda
Mais de US$ 90 bilhões em ativos de petróleo e gás em todo o mundo estão sendo negociados no mercado, como resultado da aceleração de aquisições, segundo estimativas do setor. Puxado por iniciativas de grandes grupos petrolíferos visando seus ativos não essenciais, a onda de vendas acelerou bastante nos últimos dois anos, de acordo com a Derrick Petroleum Services, empresa de consultoria e pesquisas no setor.
O valor dos ativos no setor que estavam no mercado em meados de 2009 era de apenas US$ 20 bilhões e, no início de 2010, totalizava US$ 46 bilhões. A cifra superior a US$ 90 bilhões é ainda mais significativa por vir após uma enxurrada de aquisições nos últimos três meses deste ano. O salto na atividade acontece num momento em que as companhias petrolíferas internacionais, entre elas a BP, a Shell, a Exxon Mobil a ConocoPhillips colocaram pacotes substanciais de ativos no mercado.
Nicomex Notícias - Redação
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Fonte: Nicomex Notícias








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