Quando o Rio de Janeiro foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 houve muito que comemorar, mas havia um problema com o qual a cidade convive até hoje: a despoluição da Baía de Guanabara. O desafio passa diretamente por questões ambientais, que a cidade vai ter que se preocupar para a realização dos jogos e o para o bem estar do próprio povo, que depende da Baía para a pesca, o comércio e outras atividades. Além disso, a despoluição é um dos compromissos assumidos pelo governo estadual junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI), para a realização de diversos esportes aquáticos da Olimpíada, como remo e vela.
A Baía de Guanabara é a segunda maior do litoral brasileiro, englobando praticamente toda a Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. O crescimento populacional e o desenvolvimento industrial trouxeram, além da poluição, questões ambientais de ordem física tais como a destruição dos ecossistemas periféricos à Baía, os aterros de seu espelho d'água, o uso descontrolado do solo e seus efeitos adversos em termos de assoreamento, sedimentação de fundo, inundações e deslizamentos de terra. Ao mesmo tempo, sérios problemas de saúde pública vêm caracterizando a região da bacia hidrográfica da Baía de Guanabara, refletindo a inadequada gestão dos esgotos sanitários e dos resíduos sólidos urbanos.
Em certas regiões, como a mais próxima à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), qualquer forma de vida parece impraticável, tamanha é a quantidade de lixo. “O poder público não fez nada em quatro décadas. Agora será obrigado a compensar essa ausência nos próximos cinco anos, até as Olimpíadas”, decreta o ambientalista Mário Moscatelli, em entrevista ao jornal O Globo. Um levantamento assinado pelo Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes), em parceria com setenta profissionais de empresas e universidades fluminenses, mostra que a baía, apesar das 20 toneladas diárias de esgoto ali despejadas, abriga uma biodiversidade exuberante.
Baía sofre com esgoto
Desde o início do programa de despoluição da baía de Guanabara foram construídas as estações de tratamento de esgoto de Sarapuí, da Pavuna, da Ilha, da Alegria, de Paquetá, de São Gonçalo e de Icaraí. No entanto, apenas duas delas operam em capacidade plena. As demais funcionam abaixo do normal. Segundo a secretaria de Meio Ambiente, isso ocorre porque faltam trechos de conexão entre os coletores e os interceptores que levam o esgoto à estação de tratamento. Além disso, em alguns locais, a rede coletora foi construída, mas não foram feitas as ligações domiciliares. Por esse motivo, somente uma pequena parcela do esgoto gerado na área de abrangência de cada estação é tratado.
Em nota oficial, a secretaria do meio ambiente do Estado do Rio de Janeiro afirmou que para 2011 pretende construir novos sistemas em Alcântara e Itaboraí. Além de ampliar os de Alegria e da Barra, colocando em operação plena os sistemas Pavuna e Sarapuí. No fim de 2010, o governo estadual pleiteou e aprovou R$ 1,2 bilhão em empréstimo internacional para investir em esgoto sanitário. A secretaria admite que a verba não é suficiente para resolver todo o problema do Estado. Segundo estimativa do governo, seria necessário cerca de 8,5 bilhões para solucionar por completo o serviço de esgoto.
Nicomex Notícias
nicomex@nicomex.com.br
Em certas regiões, como a mais próxima à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), qualquer forma de vida parece impraticável, tamanha é a quantidade de lixo. “O poder público não fez nada em quatro décadas. Agora será obrigado a compensar essa ausência nos próximos cinco anos, até as Olimpíadas”, decreta o ambientalista Mário Moscatelli, em entrevista ao jornal O Globo. Um levantamento assinado pelo Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes), em parceria com setenta profissionais de empresas e universidades fluminenses, mostra que a baía, apesar das 20 toneladas diárias de esgoto ali despejadas, abriga uma biodiversidade exuberante.
Baía sofre com esgoto
Desde o início do programa de despoluição da baía de Guanabara foram construídas as estações de tratamento de esgoto de Sarapuí, da Pavuna, da Ilha, da Alegria, de Paquetá, de São Gonçalo e de Icaraí. No entanto, apenas duas delas operam em capacidade plena. As demais funcionam abaixo do normal. Segundo a secretaria de Meio Ambiente, isso ocorre porque faltam trechos de conexão entre os coletores e os interceptores que levam o esgoto à estação de tratamento. Além disso, em alguns locais, a rede coletora foi construída, mas não foram feitas as ligações domiciliares. Por esse motivo, somente uma pequena parcela do esgoto gerado na área de abrangência de cada estação é tratado.
Em nota oficial, a secretaria do meio ambiente do Estado do Rio de Janeiro afirmou que para 2011 pretende construir novos sistemas em Alcântara e Itaboraí. Além de ampliar os de Alegria e da Barra, colocando em operação plena os sistemas Pavuna e Sarapuí. No fim de 2010, o governo estadual pleiteou e aprovou R$ 1,2 bilhão em empréstimo internacional para investir em esgoto sanitário. A secretaria admite que a verba não é suficiente para resolver todo o problema do Estado. Segundo estimativa do governo, seria necessário cerca de 8,5 bilhões para solucionar por completo o serviço de esgoto.
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1 comentários:
não gostei !!!
a orrivel nota 0
naum explica nada vcs querem que ue leve 0
HA
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