BRASIL VAI INVESTIR NO PROCESSAMENTO DE URÂNIO


Dono de umas das maiores jazidas de urânio do mundo, o Brasil só executa hoje a etapa inicial desse processo, que é a extração do minério no solo, e parte das etapas finais, que envolvem o enriquecimento e a transformação do urânio em cápsulas de combustível. Em contrapartida, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse em entrevista ao jornal “Valor Econômico” que o governo investirá nas etapas do processo de geração de combustível de urânio que o Brasil ainda não domina. Serão R$ 3 bilhões destinados à construção de duas fábricas.

Hoje, o país realiza uma etapa de enriquecimento em uma fábrica de Iperó, no interior de São Paulo. A estrutura, no entanto, só consegue atender 14% da demanda do enriquecimento da usina de Angra 1, segundo o presidente da Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Segundo Edison Lobão, as reservas de urânio do Brasil são estimadas em US$ 100 bilhões, configurando um pré-sal de energia, sem as dificuldades do fundo do mar.

Para atender as usinas de Angra 1 e 2, a produção anual do país é de 400 toneladas de concentrado de urânio. A meta do governo é multiplicar esse volume por quase cinco vezes até 2015, chegando a 1.900 toneladas anuais, quando Angra 3 entrar em operação. Atualmente, a exploração de minas de urânio no país é função da INB. Uma única usina no Brasil está localizada em Caetité (BA). Outra mina, em Santa Quitéria (CE), aguarda licenciamento ambiental e nuclear para iniciar as atividades.

De acordo com o assessor da presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães, o Brasil tem 309 reservas conhecidas, mais 300 mil prognosticadas e 500 mil especulativas. “Isso faria do Brasil a segunda maior reserva do mundo”, completa Leonam. Até março a Eletronuclear deve apresentar para o governo federal um atlas com 12 localidades que estariam aptas para receber as usinas, que o país pretende construir até 2020. Algumas destas áreas possuem mais dados estudados pela empresa e por isso saem na frente da disputa pelos investimentos.

Ranking
Calcula-se que existam 7 milhões de toneladas de urânio no planeta. Hoje, com uma reserva conhecida de 310 mil toneladas, o Brasil já ocupa a 6° posição no ranking mundial, atrás da Mongólia, Estados Unidos, África do Sul, Canadá e Rússia. Se for confirmado o prognóstico do Brasil, de ter 1,1 milhão de toneladas do minério, o país seria alçado à condição de uma das maiores potências mundiais, com forte capacidade para exportação do urânio.

Nicomex Notícias – Redação
nicomex@nicomex.com.br

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