O canteiro de obras da Refinaria Abreu e Lima, em Suape, está se tornando um palco de confrontos. Ontem, uma briga sindical impediu, mais uma vez, o retorno das atividades no canteiro de construção. Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Pesada de Pernambuco, alguns operários envolvidos com o Sindicato dos Correios causaram tumulto na porta da refinaria contra trabalhadores que desejavam voltar ao trabalho. Por conta desse novo embate, a construção da obra na parte administrada pelo consórcio Conest, e de responsabilidade da Odebrecht, continua paralisada desde o último dia 7.
Mas ´as batalhas` não param por aí. Parte dos operários que não deseja voltar ao trabalho elegeu uma comissão com 8 representantes e já está envolvida com outro sindicato. Desta vez, eles estão buscando o apoio no Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e da facção política Conlutas. Os trabalhadores questionam a legitimidade da entidade que representa a categoria, o Sintepav-PE.
Entre as reivindicações estão a recontratação de funcionários demitidos no período da greve, a punição dos envolvidos no episódio no qual um operário foi baleado no rosto, semana passada, e a equiparação dos salários com os demais funcionários da Petrobras em todo o país. Eles também pedem vale refeição e os auxílios de custo de R$ 300 e o de moradia de R$ 450.
´Hoje pela manhã (ontem), nos reunimos com boa parte dos 4 mil funcionários do Consórcio Conest e elegemos uma comissão para defender esses direitos`, afirma o operário Adalberto Silva. De acordo com ele, houve uma negociação dos trabalhadores com o sindicato dos Correios. ´O Sintepav está defendendo os interesses da construtora e não as necessidades dos trabalhadores. Vamos entrar com uma ação no Ministério Público e exigir nossas reivindicações`, frisou.
O Sintepav, que representa os operários da construção, afirma que há um interesse político por trás dessa comissão. Segundo o presidente Aldo Amaral Araújo, esse grupo de funcionários ligado ao Sindicato dos Correios está sendo influenciado por questões partidárias. ´Esses direitos não estão na legislação trabalhista, como a o pedido de auxílio moradia e equiparação do valor dos salários com os trabalhadores da Petrobras`.
Araújo ainda afirma que operários envolvidos com outros sindicatos estariam causando tumulto e prejudicando a negociação. ´Enquanto eu estava numa reunião do Ministério Público, uma equipe do Sintepav colheu informações de que dois operários estariam armados com pedaços de paus e pedras contra parte dos 4 mil funcionários`, disse.
"O Sintepav está defendendo os interesses da construtora e não as necessidades dos trabalhadores" Alberto Silva, operário.
Fonte: Diário de Pernambuco(PE)/Tércio Amaral // Especial para o Diario
´Hoje pela manhã (ontem), nos reunimos com boa parte dos 4 mil funcionários do Consórcio Conest e elegemos uma comissão para defender esses direitos`, afirma o operário Adalberto Silva. De acordo com ele, houve uma negociação dos trabalhadores com o sindicato dos Correios. ´O Sintepav está defendendo os interesses da construtora e não as necessidades dos trabalhadores. Vamos entrar com uma ação no Ministério Público e exigir nossas reivindicações`, frisou.
O Sintepav, que representa os operários da construção, afirma que há um interesse político por trás dessa comissão. Segundo o presidente Aldo Amaral Araújo, esse grupo de funcionários ligado ao Sindicato dos Correios está sendo influenciado por questões partidárias. ´Esses direitos não estão na legislação trabalhista, como a o pedido de auxílio moradia e equiparação do valor dos salários com os trabalhadores da Petrobras`.
Araújo ainda afirma que operários envolvidos com outros sindicatos estariam causando tumulto e prejudicando a negociação. ´Enquanto eu estava numa reunião do Ministério Público, uma equipe do Sintepav colheu informações de que dois operários estariam armados com pedaços de paus e pedras contra parte dos 4 mil funcionários`, disse.
"O Sintepav está defendendo os interesses da construtora e não as necessidades dos trabalhadores" Alberto Silva, operário.
Fonte: Diário de Pernambuco(PE)/Tércio Amaral // Especial para o Diario







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