Tratado como a chave para o progresso do Brasil, o pré-sal ganhou atenção especial no exterior, no início do mês, além de uma análise mais crítica, o que, muitas vezes, fica em segundo plano na mídia nacional. Na edição de 5 de fevereiro, a The Economist, revista semanal inglesa, trouxe uma reportagem debatendo sem eufemismos o pré-sal brasileiro, especialmente o modelo de exploração que vem se apresentando e sendo adotado pelo governo.
De acordo com a reportagem, extrair o “ouro negro” da espessa camada de sal das águas profundas brasileiras trará como benefício o desenvolvimento tecnológico para o país, mas, a reboque, irá oferecer desafios políticos consideráveis, maiores que os técnicos. O texto afirma que os obstáculos políticos são quase tão assustadores quanto os geológicos – a revista explica que o solo do pré-sal tem que ser perfurado a pressões até três vezes maiores do que as encontradas em campos offshore “normais”.
As barreiras políticas, segundo a reportagem estão expressas em relação, principalmente, ao fato de que a Petrobras foi definida como a operadora única do pré-sal, participando de pelo menos 30% de qualquer consórcio. Para a The Economist, essa relação está levando a atrasos no cronograma de exploração e a preços inflacionados. Além disso, a capitalização da estatal, em setembro do ano passado, “envolvendo um poço de petróleo em troca de ações de swap com o governo diluiu a participação de acionistas minoritários e aumentou o espectro de interferência do Estado na gestão da Petrobras.
Corrupção
A publicação segue com críticas duras à política brasileira e seu envolvimento com os ganhos financeiros da nova fronteira exploratória. A reportagem afirma que “mesmo que a Petrobras passe no teste do pré-sal, o Brasil como um todo pode não o fazer.” Ela explica que a ideia do governo é colocar os rendimentos da atividade em águas profundas em um fundo soberano, para evitar a valorização da moeda e utilizar o dinheiro para o bem de gerações futuras.
Entretanto, diz a revista, como o que os políticos ganham com impostos já é abundante, não há razão para crer que os lucros do pré-sal sejam usados de maneira mais efetiva. “O fundo poderia muito bem se tornar um alvo para os políticos utilizarem como recursos para comprar votos”, condena a The Economist, citando ranking da ONG Transparência Internacional, no qual o Brasil figura na 69ª posição, entre 178 países, em termos de percepção da população relativa à corrupção do governo.
Fonte: Nicomex Notícias
Corrupção
A publicação segue com críticas duras à política brasileira e seu envolvimento com os ganhos financeiros da nova fronteira exploratória. A reportagem afirma que “mesmo que a Petrobras passe no teste do pré-sal, o Brasil como um todo pode não o fazer.” Ela explica que a ideia do governo é colocar os rendimentos da atividade em águas profundas em um fundo soberano, para evitar a valorização da moeda e utilizar o dinheiro para o bem de gerações futuras.
Entretanto, diz a revista, como o que os políticos ganham com impostos já é abundante, não há razão para crer que os lucros do pré-sal sejam usados de maneira mais efetiva. “O fundo poderia muito bem se tornar um alvo para os políticos utilizarem como recursos para comprar votos”, condena a The Economist, citando ranking da ONG Transparência Internacional, no qual o Brasil figura na 69ª posição, entre 178 países, em termos de percepção da população relativa à corrupção do governo.
Fonte: Nicomex Notícias
nicomex@nicomex.com.br








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