EXXON EXPERIMENTA DIFICULDADES DO PRÉ-SAL


Em um terreno no qual a Petrobras e outras empresas privadas, como a OGX, recorrentemente anunciam sucessos na descoberta de petróleo, a norte-americana Exxon Mobil contabilizou o que pode ser o primeiro grande fracasso na exploração do pré-sal. A petrolífera registrou como perda, em seu balanço do quarto trimestre de 2010, dois poços perfurados na Bacia de Santos, sob a justificativa de que não continham reservas comerciais de óleo ou gás natural.

O bloco em questão é o BM-S-22, do qual a Exxon é operadora e tem parceria com Hess e Petrobras. Apesar da possibilidade de se configurar um fracasso, a ponto de levantar a questão da certeza do sucesso nas águas profundas do pré-sal, os poços da empresa norte-americana se localizam perto de grandes descobertas da Petrobras – como Carioca e Guará – o que pode ser um alento para a Exxon. “Estes reservatórios estão associados às incertezas da sua existência e da estrutura armazenadora de óleo e/ou gás, ao seu tamanho e sua complexidade. Existem, também, as incertezas relacionadas à aquisição dos dados de geologia, geofísica e engenharia e as condições operacionais do campo”, explica Alice Souza, professora da área de Engenharia de Reservatórios da Estácio de Sá, ao Nicomex Notícias.

Segundo Alice, no caso da Exxon Mobil, a empresa gerou despesas com poços, que não eram comercialmente viáveis, nas condições de operação das camadas do pré-sal. Para ilustrar essa equação comercial, ela ressalta que a Petrobras, mesmo que com participação mínima, para viabilizar a exploração de um reservatório e decidir implementar ou não o projeto de produção, toma como fator decisivo a quantidade e a qualidade dos fluidos a ser extraída.

De acordo com o plano de avaliação do bloco previa a perfuração inicial de quatro poços. Destes, três já foram concluídos. O último deles foi o Sabiá-1. Os dois anteriores também foram reconhecidos como despesa. “O risco financeiro do pré-sal está associado ao alto custo da perfuração em grandes profundidades nos reservatórios de rochas carbonáticas, com uma condição geológica de poço muito diferente dos arenitos conhecidos”, diz a professora da Estácio.

Características especiais
Alice explica que as empresas devem levar em consideração que as condições de exploração no pré-sal são bastante distintas das já conhecidas. Trata-se de um conjunto de características exploratórias diferenciado, tais como a profundidade, a camada de sal a ser atravessada, as condições geológicas do poço, o alto grau de heterogeneidade do carbonato, além do alto custo da perfuração e a logística das operações. Entretanto, há um contraponto às adversidades: “A tecnologia desenvolvida superou os obstáculos enfrentados, iniciando uma nova etapa de superação de desafios na exploração de petróleo”, afirma ela.

Por Matheus Franco / Alice Souza
matheus.f@nicomexnoticias.com.br

Fonte: Nicomex Notícias

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