A Descoberta do petróleo no Brasil iniciou-se no ano de 1939, em Salvador, estado da Bahia, num subúrbio chamado Lobato, onde os moradores usavam uma lama preta como combustível para ascender as suas lamparinas, e com algum tempo depois, chegando ao conhecimento de algumas autoridades sobre o tal combustível, desceram imediatamente para conferir de perto e colhendo uma pequena quantidade da lama para análise, chegaram à conclusão de que a tal lama preta usada pelos moradores do Lobato era o ouro negro, o petróleo, e com essa confirmação houve um grande alvoroço da parte das autoridades brasileiras, e muita ânsia da parte deles, tomaram as devidas providências, a perfuração do poço para a extração do petróleo em terras Brasileiras, mas o que parecia realidade não passou de uma miragem, ou seja, foi pura ilusão porque quando a sonda começou a extrair a matéria-prima, aproveitando ainda alguns barris, o poço secou-se e o que parecia ser uma luz para o Brasil, apagou-se em questão tempos, perfuraram ainda poços em outros lugares, mas nenhum deles teve êxito.
Dois anos depois, , no dia 29 de junho de 1941, a cena repetiu-se mais uma vez, só que dessa vez não foi mais no Lobato, mas em outro distrito bem afastado da capital, há 40 km, um distrito chamado Candeias, na fazenda do coronel José Barbosa Ferreira, fazenda São Paulinho, então, a mesma sonda que perfurou o poço do Lobato, descia para Candeias e quando começaram a perfurar o lugar Jorrou o ouro negro em terras Brasileiras mais uma vez, só que dessa vez não é miragem, e sim, a pura realidade, nascendo assim o poço C-1, na cidade de Candeias, primeiro produtor comercial de petróleo do Brasil, sendo iniciadas as obras de perfuração do poço no dia 2 de Abril do mesmo ano, mas a perfuração só ocorreu 3 meses depois, em 30 de junho, com a profundidade inicial de 1.174,44 metros, e chegando ao fim de sua perfuração em 31 de Dezembro do mesmo ano.
No ano seguinte, o poço produzia 75 barris de óleo por dia, produzindo também o gás até Março de 1966, quando foi fechado, assim a Petrobrás erigiu ao lado dele, um monumento em comemoração ao seu jubileu de prata e em homenagem aos primeiros petroleiros. No monumento estava insculpida a seguinte frase: “este marco foi erigido em comemoração ao jubileu de prata do poço C-1 Ba., Primeiro produtor comercial de petróleo em território brasileiro. Candeias, 10-12-65”.
Depois do poço C-1, novos poços de petróleo e água foram descobertos no campo de Candeias, e a cidade crescia com o petróleo, assim, houve a necessidade de se construir uma refinaria de petróleo, de preferência, próximo a Candeias, de onde flui a matéria-prima, para facilitar melhor a passagem do petróleo pelos dutos, o mínimo de kilômetros possível, assim, nos anos de 1950 começaram a erguer o começo de uma boa obra, a 6 km de Candeias, com mão de obra de pescadores, marisqueiros, trabalhadores rurais e povos de regiões e estados vizinhos, nasce a Refinaria Landulpho Alves, em área de São Francisco do Conde, cidade vizinha de Candeias, uma das mais belas obras de arte aqui da Bahia, à beira mar, em lugar da fazenda e do rio Mataripe, onde hoje muitos Brasileiros sentem o orgulho de ter construído a primeira refinaria do Brasil. As obras de terra planagem e de engenharia foram iniciadas em 1947. Cerca de 1.700 pessoas trabalharam duro, dia e noite, para a edificação da refinaria. A formação tecnológica dos responsáveis pelo empreendimento veio dos Estados Unidos.
Os trabalhadores eram oriundos também dos canaviais, dos engenhos e das atividades agrícolas e pesqueiras da região.
Em 23 de Junho de 1952, o presidente Getúlio Vargas visitou o campo de Candeias e veio conferir de perto a mudança que aconteceria no Brasil inteiro com a descoberta do petróleo e veio com o objetivo da criação da Petrobrás, e todas as estratégias do presidente foram divulgadas por ele mesmo em uma de suas reuniões.
Do núcleo das operações de refino, a RLAM evoluiu e ocupa hoje uma área de 6.400.000Metros quadrados, uma verdadeira cidade industrial. Quando a Refinaria entrou em operação em Setembro de 1950, além da parte industrial, com suas torres, linhas, bombas e retortas já estavam prontas, na própria área da Refinaria, uma vila para abrigar os primeiros trabalhadores, sem contar que tinha sido construído num dos barracos: açougue, farmácia e um barbeiro. Em poucos anos, Mataripe transformou-se de uma fazenda abandonada, símbolo da decadência da oligárquica e escravista cultura canavieira, em um local em um local onde a indústria brasileira receberia o seu mais significativo impulso de modernidade tecnológica e onde o povo escravizado no Brasil como os afros ganharia através de seus esforços condições dignas de trabalho.
RESUMO
No ano seguinte, o poço produzia 75 barris de óleo por dia, produzindo também o gás até Março de 1966, quando foi fechado, assim a Petrobrás erigiu ao lado dele, um monumento em comemoração ao seu jubileu de prata e em homenagem aos primeiros petroleiros. No monumento estava insculpida a seguinte frase: “este marco foi erigido em comemoração ao jubileu de prata do poço C-1 Ba., Primeiro produtor comercial de petróleo em território brasileiro. Candeias, 10-12-65”.
Depois do poço C-1, novos poços de petróleo e água foram descobertos no campo de Candeias, e a cidade crescia com o petróleo, assim, houve a necessidade de se construir uma refinaria de petróleo, de preferência, próximo a Candeias, de onde flui a matéria-prima, para facilitar melhor a passagem do petróleo pelos dutos, o mínimo de kilômetros possível, assim, nos anos de 1950 começaram a erguer o começo de uma boa obra, a 6 km de Candeias, com mão de obra de pescadores, marisqueiros, trabalhadores rurais e povos de regiões e estados vizinhos, nasce a Refinaria Landulpho Alves, em área de São Francisco do Conde, cidade vizinha de Candeias, uma das mais belas obras de arte aqui da Bahia, à beira mar, em lugar da fazenda e do rio Mataripe, onde hoje muitos Brasileiros sentem o orgulho de ter construído a primeira refinaria do Brasil. As obras de terra planagem e de engenharia foram iniciadas em 1947. Cerca de 1.700 pessoas trabalharam duro, dia e noite, para a edificação da refinaria. A formação tecnológica dos responsáveis pelo empreendimento veio dos Estados Unidos.
Os trabalhadores eram oriundos também dos canaviais, dos engenhos e das atividades agrícolas e pesqueiras da região.
Em 23 de Junho de 1952, o presidente Getúlio Vargas visitou o campo de Candeias e veio conferir de perto a mudança que aconteceria no Brasil inteiro com a descoberta do petróleo e veio com o objetivo da criação da Petrobrás, e todas as estratégias do presidente foram divulgadas por ele mesmo em uma de suas reuniões.
Do núcleo das operações de refino, a RLAM evoluiu e ocupa hoje uma área de 6.400.000Metros quadrados, uma verdadeira cidade industrial. Quando a Refinaria entrou em operação em Setembro de 1950, além da parte industrial, com suas torres, linhas, bombas e retortas já estavam prontas, na própria área da Refinaria, uma vila para abrigar os primeiros trabalhadores, sem contar que tinha sido construído num dos barracos: açougue, farmácia e um barbeiro. Em poucos anos, Mataripe transformou-se de uma fazenda abandonada, símbolo da decadência da oligárquica e escravista cultura canavieira, em um local em um local onde a indústria brasileira receberia o seu mais significativo impulso de modernidade tecnológica e onde o povo escravizado no Brasil como os afros ganharia através de seus esforços condições dignas de trabalho.
RESUMO
Localização: São Francisco do Conde - BA.
Área: 6,4 km2
Contribuição em impostos: R$ 750 milhões/ano (ICMS)
Principais produtos: propano, propeno, iso-butano, gás de cozinha, gasolina, nafta petroquímica, querosene, querosene de aviação, parafinas, óleos combustíveis e asfaltos.
Capacidade instalada: 323 mil barris/dia.
Resumo histórico: A Refinaria de Mataripe começou a ser construída em 1949 e está diretamente ligada à descoberta dos primeiros poços de petróleo no País, precisamente no Recôncavo Baiano. Sua construção formou uma classe operária egressa do trabalho com a pesca e a agricultura, e inaugurou um novo ciclo econômico, com a atividade industrial do refino virando a página da até então reinante agroindústria da cana-de-açúcar. Com a criação da Petrobras, em 1953, a refinaria foi incorporada ao patrimônio da companhia, passando a chamar-se Landulpho Alves-Mataripe, em homenagem ao engenheiro e político baiano que muito lutou pela causa do petróleo no País. Como interventor do Estado Novo na Bahia, Landulpho Alves pleiteava desde 1938 a construção de uma refinaria em território baiano, o que só foi autorizado pelo governo federal em 1946.
Em março de 2006, a RLAM alcançou um novo recorde de processamento de petróleo: foram 1.348.225 m3 de carga, o que equivale a uma média diária de 43.491 m3. Até então, o melhor desempenho mensal da Refinaria havia sido registrado em agosto de 2005, com a marca de 1.292.153 m3, equivalente a uma média de 41.682 m3/dia.
Por: Gilmar de Oliveira / Diego Costa - Equipe UP








2 comentários:
Na cidade de Uruguaiana, no estado do Rio Grande do Sul, Construída em 7 de setembro de 1937 foi a primeira refinaria de petróleo a ser construída no Brasil. Desculpas pelo erro amigos...
Na verdade a empresa era de uruguaiana, mas a refinaria foi construída em rio grande. Veja aqui
https://www.facebook.com/BeiraMarRg/videos/1424262074348522/
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