Shell e Cosan anunciaram nesta segunda-feira (14/2) a criação da joint venture Raízen, que vai abrigar sob seu guarda-chuva atividades de produção e logística de etanol, cogeração e distribuição de combustíveis. Cada empresa terá 50% de participação na nova companhia. As marcas Shell e Esso continuarão ser usadas nos postos de distribuição de combustíveis, sendo que a segunda deverá ser descontinuada num prazo estimado de 36 meses.
Com operação prevista até o final do primeiro semestre, a Raízen nasce com ativos avaliados em R$ 20 bilhões e que incluem 23 usinas, 4.500 postos de abastecimento, 53 terminais e 52 bases em aeroportos. O faturamento é calculado em R$ 50 bilhões, parte dele originada de negócios com 1.100 clientes B2B. O trading de comercialização de combustíveis é da ordem de 20 bilhões de litros.
Vasco Dias, presidente da joint venture, anunciou que num prazo de cinco anos a nova companhia vai ampliar sua capacidade de moagem dos atuais 60 milhões/t para 100 milhões/t. Já a produção de etanol vai saltar de 2,2 bilhões/l para 5 bilhões nesse período. Em termos de cogeração de energia a capacidade de 900 MW passará a 1.300 MW.
Para financiar seus planos, de acordo com o vice-presidente Executivo e de Finanças, Luís Rapparini, a Raízen irá a mercado para captação de recursos, possivelmente pela emissão de bonds. “Estamos em contato com as agências de risco para obtermos avaliação de ratting”. A dívida herdada pela companhia é de US$ 2,5 bilhões, mas é considerada “confortável”, dado o aporte US$ 1,6 bilhão previsto por parte da Shell.
No mercado externo, o foco estará voltado principalmente para a União Européia e Ásia, continentes onde a Shell está presente com cerca de 45 mil pontos de venda. A perspectiva é a montagem de um lobby junto aos governos para que ampliem seus mandatos de adição de biocombustíveis. Nos EUA, a estratégia continuará sendo o apoio ao trabalho desenvolvido pela União das Indústrias da Cana-de-de Açúcar (Unica) com o objetivo de reduzir ou eliminar a tarifa de importação.
A empresa também estará atenta aos avanços do mercado interno, sobretudo para para atendimento da demanda local alavancada pela venda de veículos flex fuel.
Por meio das participações da Shell nas empresas Logen e Codexis, empresas de biotecnologia e de produção de biocatalizadores, respectivamente, a Raízen vai acelerar as pesquisas com etanol de segunda geração, disse Vasco Dias, utilizando bagaço de cana como matéria prima. A palha também está nos planos.
A Raízen também vai ser a herdeira da participação da Cosan na Uniduto, atualmente em fase de fusão com o projeto logístico da PMCC. A Cosan, por meio da empresa de logística Rumo, prestará serviços de transporte à Raízen. Também vai comercializar a produção de açúcar que, num horizonte de 5 anos, deverá aumentar de 4 milhões/t para 6 milhões/t.
Fonte: Energia Hoje
Para financiar seus planos, de acordo com o vice-presidente Executivo e de Finanças, Luís Rapparini, a Raízen irá a mercado para captação de recursos, possivelmente pela emissão de bonds. “Estamos em contato com as agências de risco para obtermos avaliação de ratting”. A dívida herdada pela companhia é de US$ 2,5 bilhões, mas é considerada “confortável”, dado o aporte US$ 1,6 bilhão previsto por parte da Shell.
No mercado externo, o foco estará voltado principalmente para a União Européia e Ásia, continentes onde a Shell está presente com cerca de 45 mil pontos de venda. A perspectiva é a montagem de um lobby junto aos governos para que ampliem seus mandatos de adição de biocombustíveis. Nos EUA, a estratégia continuará sendo o apoio ao trabalho desenvolvido pela União das Indústrias da Cana-de-de Açúcar (Unica) com o objetivo de reduzir ou eliminar a tarifa de importação.
A empresa também estará atenta aos avanços do mercado interno, sobretudo para para atendimento da demanda local alavancada pela venda de veículos flex fuel.
Por meio das participações da Shell nas empresas Logen e Codexis, empresas de biotecnologia e de produção de biocatalizadores, respectivamente, a Raízen vai acelerar as pesquisas com etanol de segunda geração, disse Vasco Dias, utilizando bagaço de cana como matéria prima. A palha também está nos planos.
A Raízen também vai ser a herdeira da participação da Cosan na Uniduto, atualmente em fase de fusão com o projeto logístico da PMCC. A Cosan, por meio da empresa de logística Rumo, prestará serviços de transporte à Raízen. Também vai comercializar a produção de açúcar que, num horizonte de 5 anos, deverá aumentar de 4 milhões/t para 6 milhões/t.
Fonte: Energia Hoje








0 comentários:
Postar um comentário