Fala-se muito em preço subsidiado, que o Governo Federal preocupado com a população em especial de baixa renda procura manter o gás de cozinha, produto base para alimentação do povo brasileiro, dentro de uma realidade subsidiando o seu preço e mantendo sem aumentos desde 2003.
A informação que temos é que existem dois preços praticados pela Petrobras para o gás de cozinha, o preço do industrial, utilizado nas vendas do P-45 Kg e vendas a granel e o preço destinado ao enchimento do tradicional botijão de gás de cozinha, o P-13 Kg.
Nossas colocações se fazem diante a fatos, não somos agentes fiscalizadores, mas quando declaram que nossas revendas de GLP estão elevando suas margens de lucro, nos cabe aferir os dados, buscar a realidade do setor, partir em defesa daqueles que representamos quando estas afirmações são conflitantes.
Para esta analise buscamos um valor intermediário de preço de compra de uma revenda de pequeno porte, a maioria hoje no Brasil, valores estes que poderão ser aferidos por nossas autoridades simplesmente consultando a Receita Federal através das Notas Fiscais Eletrônicas.
Revenda GLP
Preço de compra do botijão de gás (13 Kg)................ R$ 31,00
Preço de compra do cilindro industrial (45 Kg)......... R$ 110,00
Preço por quilo dos produtos:
Preço do quilo do botijão de gás (13 Kg)................ R$ 2,38
Preço do quilo do cilindro industrial (45 Kg)........ R$ 2,44
Valor estimado do subsídio de R$ 0,06 por quilo ou R$ 0,78 no botijão de 13 Kg
Revenda GLP administrada por uma Companhia Distribuidora
Preço de compra do botijão de gás (13 Kg)................ R$ 14,00
Preço de compra do cilindro industrial (45 Kg)......... s/info
Preço por quilo dos produtos:
Preço do quilo do botijão de gás (13 Kg)................ R$ 1,07
Preço do quilo do cilindro industrial (45 Kg)........ s/info
Fonte: www.anp.gov.br
Se existe ou não subsídios, se existe ou não preços diferenciados do industrial para o enchimento do tradicional gás de cozinha, compete as nossas autoridades esclarecer à população brasileira, só não podemos aceitar o rótulo que nossa rede de revendedores estejam ganhando com uma lucratividade acima dos limites da razoabilidade.
Neste exemplo específico a revenda com o preço de compra apresentado, tem um sistema de telegas caracterizado pela entrega de um botijão por vez. Seu custo quando baixo, sem incluir retiradas dos sócios, multas, despesas extras, fica na ordem de R$ 6,00 por botijão entregue, ou seja, este revendedor exemplificado, para pensar em ter lucro somente praticando um preço acima dos R$ 37,00, pois até este valor sua empresa paga somente os custos básicos. É importante destacar que cada revenda tem seu próprio centro de custos, que estes valores apresentados são tido como exemplo e não como via de regra, que a margem de lucro do revendedor é uma decisão que varia de empresário para empresário, motivo este que encontramos grandes oscilações no mercado nacional. (A ASMIRG-BR disponibiliza em www.asmirg.com.br, uma cartilha do revendedor constando um modelo básico de planilha de custos para o setor revenda, desta forma qualquer revenda pode facilmente fazer as devidas alterações e cálculos de seus custos específicos.)
Daí rotular o setor revenda como o de maior lucratividade é um desafio a matemática, a ANP coloca de domínio público todos os dados de nossas revendas, CNPJ, preço de compra, preço de venda, mas ao buscarmos qualquer informação sobre o caminho do gás de cozinha até chegar em nossos postos de vendas, a coisa fica nublada, apenas sem informações.
Existe subsidio no gás de cozinha?
Cordialmente,
Alexandre Borjaili
Presidente
Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR







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