A ANP poderá promover mudanças na regra de conteúdo local ainda este mês. Entre as possíveis alterações está a redução do índice exigido para árvores de natal molhadas de 85% para 60%. A agência já definiu um conjunto de propostas que foi enviado para o MME e poderá ser aplicado nos contratos de concessão da 11° Rodada de licitações.
A alternativa para reduzir o índice mínimo para as ANMs prevê a retirada de sub-sistemas como o sistema de automação, do cálculo do equipamento. A proposta da ANP é transferir a exigência para outra rubrica da tabela de índices mínimos, como Sistema de Automação. Com isso, é possível diluir o peso de componentes com menor oferta local no índice global.
Outra proposta em questão envolve a simplificação da tabela de índices de conteúdo local mínimo, com a consolidação de um sub-item específico dentro de outro mais abrangente. “O operador continuará buscando o conteúdo local dos sub-itens, mas dentro de um índice mais global”, explicou o Coordenador de Conteúdo Local da ANP, Marcelo Mafra.
Para os leilões de partilha poderão haver outras mudanças, como a adoção de certificados de conteúdo local por família de equipamentos em vez da exigência da certificação de cada equipamento contratado. A agência ainda está conversando com o mercado para definir as famílias que poderão ser consolidadas em um certificado.
Exploração
O mercado tem manifestado dificuldades para o cumprimento do compromisso de conteúdo local na fase de Exploração, especialmente na contratação de serviços de perfuração e sísmica. As principais alegações são a falta de fornecedores para a solução indicada no projeto ou o custo até 20% superior de equipamentos contratados no Brasil.
Para o diretor da Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Petróleo (Abespetro), João Felix, a ANP deveria estudar a inclusão do investimento em inovação e centros pesquisa no cálculo do conteúdo local aplicado aos fornecedores. “Dado os desafios tecnológicos do pré-sal a equação do índice local deveria ser repensada ou as empresas poderão vir, mas não transferir conhecimento para o Brasil”, argumentou.
Uma das áreas que poderão ser beneficiadas pelo investimento em novas tecnologias é o da logística. De acordo com a diretora Executiva da Brasco/Wilson Sons, Renata Pereira, haverá uma grande demanda por novos processos. “O desenvolvimento do pré-sal vai demandar uma otimização da cadeia de suprimento, gestão da carga e localização de bases”, assinalou.
O superintendente de Tecnologia da Onip, Carlos Camerini, destacou a mão-de-obra como uma questão crítica para o desenvolvimento da indústria offshore. “Existem empresas estrangeiras querendo trazer treinamento para o país, mas falta mão-de-obra com capacidade mínima para aprender”, afirmou, chamando atenção para o déficit educacional do país.
Os desafios para o desenvolvimento da indústria foram discutidos na plenária “Dos campos maduros ao novo desenvolvimento do pré-sal: desafios e oportunidades offhsore no Brasil”, realizada nesta quarta-feira (15/06), na Brasil Offshore 2011, que acontece até a próxima sexta-feira (17/6), em Macaé.
Fonte: Energia Hoje
A alternativa para reduzir o índice mínimo para as ANMs prevê a retirada de sub-sistemas como o sistema de automação, do cálculo do equipamento. A proposta da ANP é transferir a exigência para outra rubrica da tabela de índices mínimos, como Sistema de Automação. Com isso, é possível diluir o peso de componentes com menor oferta local no índice global.
Outra proposta em questão envolve a simplificação da tabela de índices de conteúdo local mínimo, com a consolidação de um sub-item específico dentro de outro mais abrangente. “O operador continuará buscando o conteúdo local dos sub-itens, mas dentro de um índice mais global”, explicou o Coordenador de Conteúdo Local da ANP, Marcelo Mafra.
Para os leilões de partilha poderão haver outras mudanças, como a adoção de certificados de conteúdo local por família de equipamentos em vez da exigência da certificação de cada equipamento contratado. A agência ainda está conversando com o mercado para definir as famílias que poderão ser consolidadas em um certificado.
Exploração
O mercado tem manifestado dificuldades para o cumprimento do compromisso de conteúdo local na fase de Exploração, especialmente na contratação de serviços de perfuração e sísmica. As principais alegações são a falta de fornecedores para a solução indicada no projeto ou o custo até 20% superior de equipamentos contratados no Brasil.
Para o diretor da Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Petróleo (Abespetro), João Felix, a ANP deveria estudar a inclusão do investimento em inovação e centros pesquisa no cálculo do conteúdo local aplicado aos fornecedores. “Dado os desafios tecnológicos do pré-sal a equação do índice local deveria ser repensada ou as empresas poderão vir, mas não transferir conhecimento para o Brasil”, argumentou.
Uma das áreas que poderão ser beneficiadas pelo investimento em novas tecnologias é o da logística. De acordo com a diretora Executiva da Brasco/Wilson Sons, Renata Pereira, haverá uma grande demanda por novos processos. “O desenvolvimento do pré-sal vai demandar uma otimização da cadeia de suprimento, gestão da carga e localização de bases”, assinalou.
O superintendente de Tecnologia da Onip, Carlos Camerini, destacou a mão-de-obra como uma questão crítica para o desenvolvimento da indústria offshore. “Existem empresas estrangeiras querendo trazer treinamento para o país, mas falta mão-de-obra com capacidade mínima para aprender”, afirmou, chamando atenção para o déficit educacional do país.
Os desafios para o desenvolvimento da indústria foram discutidos na plenária “Dos campos maduros ao novo desenvolvimento do pré-sal: desafios e oportunidades offhsore no Brasil”, realizada nesta quarta-feira (15/06), na Brasil Offshore 2011, que acontece até a próxima sexta-feira (17/6), em Macaé.
Fonte: Energia Hoje







0 comentários:
Postar um comentário