O novo Plano de Negócios da Petrobras (2011/2015) traz como meta para área de E&P a instalação de 54 novos sistemas de produção até 2020. Somente até 2015 serão instalados 19 sistemas, sendo 10 no pós-sal, 8 de pré-sal e 1 da cessão de onerosa (Franco), o que elevará a capacidade de produção da empresa em 2,3 milhões de bpd.
Entre os anos de 2015 e 2020, serão mais 35 novos sistemas de produção. Para se ter uma ideia do tamanho do desafio projetado pela Petrobras, a Bacia de Campos, que vem sendo desenvolvida pela empresa desde a década de 70, conta hoje com cerca de 50 unidades de produção instaladas.
Boa parte dos sistemas de produção que serão utilizados pela Petrobras até 2015 já está contratada. A empresa ainda licitará o sistema definitivo do prospecto de Aruanã, que prevê um FPSO com capacidade para 100 mil bpd em2013 e as jaquetas e o FPSO do projeto de Siri, que devem entrar em operação em 2014.
A novidade no pós-sal é a inclusão de uma unidade ara a produção de 40 mil bpd nos campos de Espadarte/Marimbá. O diretor de E&P da Petrobras, Guilherme Estrella, explicou que ainda não está decidido se a empresa utilizará uma plataforma subaproveitada para o sistema ou licitará um novo FPSO.
Também estão previstos 30 novos Testes de Longa Duração (TLDs) nos próximos cinco anos, sendo 13 na área do pré-sal da Bacia de Santos, sete nas áreas da cessão onerosa e 10 na região do pós-sal.
Grande parte da contribuição para o aumento da produção, no entanto, virá dos projetos do pré-sal. A participação da nova fronteira na produção da Petrobras no país passará dos atuais 2% para 18% em 2015. Para 2020, a estimativa é que o pré-sal represente 40,5% da produção da empresa.
“Nós estamos dizendo que nos próximos cinco vamos adicionar capacidade adicional equivalente ao que fizemos em 57 anos. A capacidade de produção vai crescer de maneira bastante significativa”, disse nesta segunda-feira (25/7) o diretor o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, durante entrevista coletiva para detalhar o novo plano.
A Petrobras pretende encerrar o ciclo de investimentos com uma produção de 3,993 milhões de boe/d, sendo 3 milhões de barris de óleo, conforme antecipado pelo EnergiaHoje. Para 2020, a produção saltará para 6,41 milhões de boe/d, sendo 4,9 milhões de bpd de óleo.
A produção no pré-sal saltará de 543 mil bpd, em 2015, para 1,148 milhão de bpd, em 2020. Na área de cessão onerosa, onde Franco deve iniciar a produção de 13 mil bpd em 2015, são esperados 845 mil bpd no final da década.
Fonte: Energia Hoje








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