A América Latina acaba de ganhar um de seus mais modernos laboratórios de micropaleontologia. Um dos pioneiros situados em ambiente acadêmico, o empreendimento, localizado no campus da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (RS), é resultado de parceria com a Petrobras e conta com mais de 1500 metros quadrados destinados à pesquisa de microfósseis – resquícios da vida pretérita da Terra e se encontram alojados nas rochas sedimentares. Foram investidos R$ 3,5 milhões.
São cinco laboratórios e gabinetes de pesquisa que possibilitarão estudar, datar e correlacionar rochas (bioestratigrafia), interpretar antigos ambientes de sedimentação, além de fazer uma avaliação e monitoramento ambiental. Os estudos são fundamentais em um período em que o Brasil inicia a exploração de grandes jazidas petrolíferas na camada do pré-sal.
Construído de acordo com a norma ISO 14001, que visa a reduzir os impactos ambientais dos resíduos gerados, o espaço também abriga uma central analítica que poderá realizar análises em Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV), equipamento capaz de produzir imagens de grande aumento e alta resolução, e análises do Carbono Orgânico contido nas rochas sedimentares.
O laboratório possibilitará que os cerca de 30 pesquisadores, técnicos, estagiários e alunos trabalhem de forma mais direta com a Petrobras. Para o coordenador do laboratório, Gérson Fauth, novos projetos poderão ser elaborados e “o novo laboratório irá dar continuidade a esse trabalho de forma ainda mais intensa”.
Durante o evento de inauguração, realizado na última semana, o gerente executivo de Exploração e Produção da Petrobras, Mario Carminatti, ressaltou que o prédio “é uma parte importante na caminhada do desenvolvimento, para que a sociedade brasileira seja mais justa e independente nas áreas de ciência e tecnologia”. Para Edison Milani, gerente geral de Pesquisa e Desenvolvimento de Geociências do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), o laboratório é fruto da competência coletiva que existe na Unisinos: “São pesquisadores altamente capacitados, hábeis em apresentar soluções aos desafios científicos da Micropaleontologia e em atrair jovens estudantes para a disciplina. Há ainda uma gestão eficiente dos recursos, o que contribuiu para essa parceria. Trata-se de um fato altamente relevante para a pesquisa de Geociências no Brasil”, concluiu Milani.
Redes Temáticas
O modelo das Redes Temáticas foi criado pela Petrobras em 2006, voltado para o relacionamento com as universidades e institutos de pesquisas brasileiros. Hoje já há 50 redes operando em parceria com mais de 100 universidades e instituições de pesquisas de todo o Brasil. Nas redes, as instituições desenvolvem pesquisas em temas estratégicos para o negócio da Petrobras e para a indústria brasileira de energia. Com investimento anual de cerca de R$ 460 milhões, a Companhia possibilita àsinstituições conveniadas a implantação de infraestrutura, aquisição de modernos equipamentos, criação de laboratórios de padrão mundial de excelência, capacitação de pesquisadores/recursos humanos e desenvolvimento de projetos de Pesquisa & Desenvolvimento nas áreas de interesse, como petróleo e gás, biocombustíveis e preservação ambiental.
Fonte: Agência Petrobras








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