Com o aumento da oferta de gás de xisto, líquidos de gás natural e biocombustíveis, o óleo cru convencional responderá por apenas 60% do fornecimento de combustíveis líquidos em 2040, contra 80% em 2010, segundo o estudo “The Outlook for Energy – a view to 2040”, divulgado pela Exxonmobil, na última semana.
A publicação ressalta que o desenvolvimento de novas tecnologias vem possibilitando a extração de óleo e gás de xisto e de outras formações rochosas de difícil acesso nos EUA e em outras partes do mundo. Quanto aos biocombustíveis, a previsão é que estes ganhem espaço, chegando a 5% do “blend” mundial de combustíveis líquidos em 2040. Já os líquidos derivados de carvão e gás, associados a ganhos de volume a partir de processos de refino, suprirão menos de 5% da demanda mundial por combustíveis líquidos.
Ainda de acordo com o estudo, o óleo e outros combustíveis líquidos permanecerão como as maiores fontes de energia do planeta em 2040, respondendo por cerca de um terço da demanda. Em todo o mundo, a demanda por combustíveis líquidos aumentará 30% nos próximos 30 anos.
Águas profundas
Nesse mesmo período, a produção de petróleo em águas profundas (em lâminas d’água superiores a 700 m) mais do que dobrará, chegando a prover 10% dos combustíveis líquidos consumidos no mundo. Segundo o estudo, a produção de areias betuminosas na Venezuela e no Canadá também apresentará terá ganhos significativos. A previsão é que, em 2040, essa fonte atenda a 25% da demanda de líquidos das Américas do Sul e Norte.
Segundo estimativas da Exxonmobil, 55% das reservas mundiais de petróleo ainda não terão sido produzidas em 2040. O estudo destaca que, com o avanço de novas tecnologias, o volume de reservas mundial tende a ser incrementado e lembra que 95% do petróleo cru produzido atualmente foi descoberto antes do ano 2000, sendo 75%, antes da década de 80.
Fonte: Energia Hoje








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