O Brasil desempenhará papel de destaque entre os países de fora da OPEP no fornecimento mundial de combustíveis líquidos até 2030, de acordo com o estudo da BP Energy Outlook 2030, divulgado nesta quarta-feira (18/1). A expectativa é que o país responda por parte significativa do crescimento estimado em 5 milhões de boe/dia na produção desses países, principalmente em termos de biocombustíveis e petróleo oriundo de águas profundas.
O incremento na oferta – fundamental para complementar o atendimento a uma demanda mundial por combustíveis líquidos estimada em 103 milhões de barris/dia em 2030 – também será função do aumento da produção a partir das areias betuminosas canadenses e do gás de xisto e biocombustíveis estadunidenses, o que compensará o declínio na produção de campos maduros.
O maior crescimento na oferta virá, no entanto, dos países membros da OPEP, cuja produção de combustíveis líquidos deve aumentar cerca de 12 milhões de boe/d, com destaque para os combustíveis obtidos a partir do GNL e óleo cru convencional proveniente do Iraque e da Arábia saudita. A elevação na produção será puxada pelo aumento na demanda de países como a China (+ 8 milhões de b/d), Índia (+ 3,5 milhoes de b/d) e de nações do Oriente Médio (+ 4 milhões de b/d).
Segundo números do estudo, a América do Sul, Central e do Norte produzirão, juntas, em 2030, 1,266 bilhões de toneladas de óleo equivalente, crescimento de 7,88% em relação ao ano de 2010. Já o consumo de combustíveis líquidos pelos três continentes será, naquele ano, de aproximadamente 1,276 bilhões de toneladas de óleo equivalente, volume 3,5% menor em comparação com 2010, o que se deve à redução no consumo desses combustíveis pelos norte-americanos.
Ainda conforme o documento da BP, o petróleo será o combustível com a menor taxa de crescimento nos próximos 20 anos – em 2030, a estimativa é que sejam produzidos 4,511 bilhões de toneladas de óleo equivalente, valor aproximadamente 14% maior em relação aos 3,913 bilhões de toe produzidos em 2010. Com o avanço de novas tecnologias de perfuração, as Américas deverão incrementar sua produção diária de óleo em 8 milhões de b/d, com destaque para o Canadá (+2,2 milhões de b/d), Brasil (+ 2 milhões de b/d) e EUA (+ 2,2 milhões de b/d).
Mesmo assim, os países da OPEP atenderão, em 2030, a 70% da demanda mundial por combustíveis líquidos, atingindo market share da ordem de 45% - marca não alcançada desde a década de 70. A alta participação desses países será suportada pelo aumento na produção de líquidos de gás natural, a qual será elevada em mais de 4 milhões de b/d – puxada em parte por um rápido crescimento na produção de gás natural.
Fonte: Energia Hoje







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